| DATA | Nome completo | Eixo Temático / Sessão Temática | Resumo / Título |
| 26/10 | Agemir Bavaresco | "O Mundo entre Controle e Ressonância" | Sessão Temática: "O Mundo entre Controle e Ressonância" Controllability and Agency: Situation and Constellation in Hartmut Rosa Agemir Bavaresco A modernidade caracteriza-se pela ampliação contínua da capacidade humana de conhecer, alcançar e transformar o mundo, processo que Hartmut Rosa interpreta como um esforço sistemático de torná-lo progressivamente controlável. Entretanto, a expansão da controlabilidade convive paradoxalmente com experiências de impotência e redução da capacidade dos sujeitos de influenciar processos dos quais participam. Este trabalho investiga como o aumento da capacidade sistêmica de controle pode coexistir com a diminuição da agência situada e propõe interpretar o constelacionismo como uma realização social e institucional do imperativo moderno da controlabilidade. Para desenvolver essa hipótese, inicialmente reconstruímos a gramática moderna da controlabilidade e suas quatro dimensões — tornar o mundo conhecível, acessível, manejável e utilizável. Em seguida, analisamos a distinção entre situação e constelação: enquanto a situação conserva uma indeterminação constitutiva que exige espaço de ação, capacidade de julgar e decisão, a constelação organiza processos por meio de parâmetros, regras, protocolos e procedimentos. A generalização dessa lógica constelacional pode ampliar a previsibilidade e a capacidade sistêmica de intervenção e, simultaneamente, reduzir os espaços nos quais os sujeitos experimentam sua própria eficácia. O principal resultado da investigação consiste, assim, na explicitação do paradoxo entre controlabilidade e agência: mais controle sistêmico não significa necessariamente mais capacidade de agir. Finalmente, argumentamos que a ressonância permite superar a falsa alternativa entre controle integral e impotência, pois pressupõe simultaneamente agência e abertura ao não inteiramente controlável. Concluímos que o desafio não consiste em renunciar à controlabilidade, mas em preservar espaços de ação nos quais os sujeitos possam agir sobre o mundo sem eliminar a possibilidade de que o mundo também lhes responda. Palavras-chave: Hartmut Rosa; controlabilidade; agência; situação; constelação; ressonância. English Controllability and Agency: Situation and Constellation in Hartmut Rosa Modernity is characterized by the continuous expansion of the human capacity to know, reach, and transform the world, a process that Hartmut Rosa interprets as a systematic effort to make it progressively controllable. Yet the expansion of controllability paradoxically coexists with experiences of powerlessness and a diminished capacity of subjects to influence the processes in which they participate. This paper investigates how increasing systemic capacities of control can coexist with diminishing situated agency and proposes interpreting constellationism as a social and institutional realization of the modern imperative of controllability. To develop this hypothesis, we first reconstruct the modern grammar of controllability and its four dimensions: making the world knowable, accessible, manageable, and usable. We then analyze the distinction between situation and constellation: while a situation retains a constitutive indeterminacy that requires room for action, judgment, and decision, a constellation organizes processes through parameters, rules, protocols, and procedures. The generalization of this constellational logic may increase predictability and systemic capacities for intervention while simultaneously reducing the spaces in which subjects experience their own efficacy. The main result of the investigation is therefore the articulation of the paradox between controllability and agency: greater systemic control does not necessarily entail a greater capacity to act. Finally, we argue that resonance provides a way beyond the false alternative between total control and powerlessness, since it presupposes both agency and openness to what cannot be fully controlled. We conclude that the challenge is not to renounce controllability, but to preserve spaces for action in which subjects can act upon the world without eliminating the possibility that the world may also respond to them. Keywords: Hartmut Rosa; controllability; agency; situation; constellation; resonance. |
| 26/10 | Felipe Sasso | "O Mundo entre Controle e Ressonância" | RESUMO O presente projeto analisa o terceiro capítulo do livro The Uncontrollability of the World, the Hartmut Rosa, nomeado “The Paradoxical Flipside: the mysterious withdrawal of the world”, cuja premissa básica se refere ao fato de que o programa institucional de controle forçado sobre as “incontrolabilidades” naturais da vida, como as instituições jurídicas, políticas, sociais e tecnológicas não tendem a levar os indivíduos a realizações frutíferas em suas vidas. A análise do capítulo dar-se-á com as considerações feitas por Marx, Weber, Simmel, Durkheim e Camus nos campos sociológico e filosófico de indeterminidade do ser social e da sua vida cotidiana. O projeto segue uma metodologia bibliográfica e tem como base o livro de Hartmut e sua compreensão sobre os autores citados. Quando oportuno, haverão considerações de outros autores à elucidação ou compatibilização de ideias. Pretende-se analisar e oferecer uma resposta à hipótese que serviu de premissa básica, ou seja, que a modernidade se tornou uma coisa ilógica, sem possibilidade de se “chegar” a ela. Concorda-se com a explicação de Hartmut pelo viés sociológico de Marx e Weber, que explicam a tensão sentida atualmente por meio de uma mercantilização extremada e uma burocracia desenfreada, respectivamente. Pelo viés jurídico, Pachukanis encontra uma saída parecida quando oferece a explicação pela “forma do direito” e sua conexão estreita com Marx, de desconfiança nas instituições jurídicas trazidas à tona, segundo o autor, pelo contrato no direito privado e, atualmente, por sentimentos psicológicos que se somam ao caráter meramente econômico. Palavras-chave: retirada do mundo; ilegibilidade; crítica social. ABSTRACT This project analyzes the third chapter of Hartmut Rosa’s book The Uncontrollability of the World titled “The Paradoxical Flipside: the mysterious withdrawal of the world”, whose basic premise is that the institutional program of forced control over life’s natural “uncontrollabilities” (manifested in legal, political, social, and technological institutions) does not tend to lead individuals to fruitful life outcomes. The analysis of the chapter draws upon the sociological and philosophical insights of Marx, Weber, Simmel, Durkheim, and Camus regarding the indeterminacy of social being and everyday life. The project employs a bibliographic methodology grounded in Rosa’s work and his interpretation of the aforementioned authors; where appropriate, insights from other authors are introduced to elucidate or reconcile ideas. The aim is to analyze and address the hypothesis serving as the project's basic premise: that modernity has become illogical, rendering it impossible to truly “arrive” at it. The project aligns with Rosa’s sociological perspective—informed by Marx and Weber—which attributes current tensions to extreme commodification and rampant bureaucracy, respectively. From a legal standpoint, Pashukanis offers a similar resolution through the concept of the “legal form” and its close link to Marx; he highlights a skepticism toward legal institutions—a skepticism initially brought to the fore by private law contracts and now compounded by psychological sentiments alongside the purely economic character of these institutions. Keywords: withdrawal of the world; unredability; social critique. |
| 26/10 | Raphael Colvara Pinto | "O Mundo entre Controle e Ressonância" | ABSTRACT GT: The World between Control and Ressonance This article analyzes the transformation of the human relationship with the world since the advent of modernity. Many thinkers have argued that the profound transformations of the present epoch have generated consequences that are both contradictory and unprecedented. This article examines some social and philosophical approaches that provide an insightful context for reflecting on what is happening. The reflections developed by Hartmut Rosa in the chapter “The World as a Point of Aggression” from the book The Uncontrollability of the World (2020), proceed from the premise that human relationships with the world, nature, other individuals, and the self are not naturally or spontaneously given, but are socially constituted. In this sense, modernity can be understood not merely as a period marked by scientific, technological, economic, and political development, but also as a specific way of relating to our surroundings. Rosa highlights a fundamental characteristic of this modern relationship: the tendency to transform the world into something progressively knowable, predictable, controllable, and available. This disposition manifests itself in the exploitation of nature, in scientific and technological development, and in economic and political organization. However, the pursuit of growth, efficiency, expansion, and predictability generates a fundamental tension: the more society expands its capacity for control, the greater the perception may be that certain aspects of existence remain beyond its grasp. The issue of uncontrollability thus emerges as a central element for understanding the limits of the modern promise to make the world fully available. Keywords: Hartmut Rosa; modernity; uncontrollability; relationship with the world. |
| 26/10 | Aliyu Muhammadsunusi Ubangida | "Cultura Política e o Sul Global" | Between Elections: Citizen Contact, Perceived Responsiveness, and Legislative Legitimacy in Nigeria This paper examines how citizen contact with Members of Parliament (MPs) and perceived parliamentary responsiveness relate to legislative legitimacy between elections in Nigeria. It asks whether citizens who interact with MPs are more likely to trust the National Assembly and whether this relationship is associated with perceptions that MPs listen and respond to ordinary citizens. The study employs a mixed-methods design combining nationally representative Afrobarometer Round 10 data from 1,600 Nigerian adults surveyed in 2024 with documentary evidence from parliamentary and policy records. Trust in the National Assembly is modelled as an ordered outcome, controlling for age, gender, residence, education, lived poverty, and party identification. The findings show that 18.6% of respondents reported contacting an MP during the previous year, while 62% said MPs never listen to ordinary people. Moreover, 81.9% reported no trust or only a little trust in the National Assembly. The regression results indicate that citizens who had contacted an MP had higher odds of expressing greater trust, while perceived responsiveness showed a stronger positive association that varied across levels of trust. Documentary evidence shows that formal channels for petitions, hearings, consultations, and constituency engagement exist, but gaps remain between citizen access, consideration, decision-making, implementation, and feedback. The paper argues that legislative legitimacy between elections depends not only on opportunities for citizen contact but also on whether citizens perceive these interactions as responsive and consequential. The author intends to participate in the Special Thematic Session (ST) “Cultura Política e o Sul Global,” contributing to discussions on citizen experience, institutional responsiveness, and legislative legitimacy in Nigeria. Wannan takarda tana nazarin yadda hulɗar ’yan ƙasa da ’yan Majalisa da fahimtar yadda Majalisa ke sauraron jama’a da amsa bukatunsu suke da alaƙa da amincewar jama’a da Majalisar Tarayya ta Najeriya tsakanin zaɓe. Binciken yana tambayar ko ’yan ƙasar da suka taɓa hulɗa da ’yan Majalisa suna da ƙarin amincewa da Majalisar, da kuma ko wannan alaƙa tana da nasaba da yadda suke ganin ’yan Majalisar suna sauraro da amsawa. Binciken ya haɗa bayanan Afrobarometer Round 10 daga ’yan Najeriya 1,600 da aka gudanar a shekarar 2024 da nazarin takardun Majalisa. An auna amincewa da Majalisar a matsayin sakamako mai matakai, tare da la’akari da shekaru, jinsi, wurin zama, ilimi, yanayin talauci, da alaƙar jam’iyya. Sakamakon ya nuna cewa kashi 18.6% sun taɓa tuntuɓar wani ɗan Majalisa a shekarar da ta gabata, yayin da kashi 62% suka ce ’yan Majalisa ba sa sauraron jama’a. Haka kuma, kashi 81.9% ba su amince da Majalisar ba ko suna da ɗan amincewa kaɗan. Sakamakon regression ya nuna cewa waɗanda suka taɓa hulɗa da ɗan Majalisa suna da ƙarin damar nuna babban matakin amincewa, yayin da fahimtar amsawar ’yan Majalisa ta nuna alaƙa mafi ƙarfi wadda ta bambanta gwargwadon matakin amincewa. Takardun Majalisa sun nuna cewa akwai hanyoyin hukumomi na koke-koke, sauraron jama’a, shawarwari, da hulɗar mazabu, amma akwai gibi tsakanin samun dama, yanke hukunci, aiwatarwa, da bayar da bayani. Takardar ta nuna cewa amincewar jama’a da Majalisa tsakanin zaɓe ba ta dogara kawai da damar hulɗa da ’yan Majalisa ba, har ma da ko jama’a suna ganin cewa hulɗar tana haifar da sauraro, amsa, da sakamako. Marubucin yana da niyyar shiga cikin Special Thematic Session (ST) “Cultura Política e o Sul Global,” domin ba da gudummawa ga tattaunawa kan kwarewar ’yan ƙasa, amsawar hukumomi, da amincewa da Majalisa a Najeriya. |
| 26/10 | Ana Alice Froener Dutra | "Cultura Política e o Sul Global" | O trabalho analisa a diversidade de culturas políticas entre os países do BRICS+ e suas possíveis implicações para a cooperação internacional. Embora a convergência de valores ideológicos seja um pressuposto teórico clássico para a cooperação internacional, investiga-se, com suporte da literatura sobre cultura política, se os membros do grupo compartilham valores políticos semelhantes ou apresentam orientações distintas. A pesquisa utiliza dados da sétima onda do World Values Survey (WVS) e indicadores da Freedom House para examinar percepções sobre democracia, autoridade, religião e legitimidade institucional em nove países do BRICS+. Os resultados indicam a coexistência de importantes convergências, como a ampla valorização das eleições livres, e diferenças significativas quanto à aceitação de lideranças fortes, ao papel da religião na política e às percepções sobre o funcionamento democrático. Conclui-se que a cultura política dos países do BRICS+ é marcada por uma combinação de valores compartilhados e orientações diversas, sugerindo que a heterogeneidade política não impede, por si só, a construção de espaços de cooperação internacional. |
| 26/10 | Luís Otávio Martins de Menezes | "Cultura Política e o Sul Global" | A Representação da revolta no lúdico: uma perspectiva social da política interna brasileira |
| 26/10 | Henrique Selmo Rael | "Cultura Política e o Sul Global" | A China em Jogo: Circulação Internacional e Projeção dos Videogames Chineses RESUMO: A crescente circulação internacional de videogames desenvolvidos na China tem ampliado a presença de produtos culturais chineses entre públicos estrangeiros. Esse movimento insere os videogames em uma discussão mais ampla das Relações Internacionais acerca das relações entre indústria cultural e projeção dos Estados. Partindo da distinção entre circulação e influência, este trabalho questiona em que medida a crescente presença internacional dos videogames chineses pode contribuir para a projeção cultural da China. O objetivo é investigar como os jogos incorporam e apresentam elementos da cultura chinesa a públicos estrangeiros e em que medida seu sucesso comercial favorece esse processo. Para tanto, adota-se uma abordagem qualitativa, baseada em revisão bibliográfica sobre cultura e poder nas Relações Internacionais e na análise textual de videogames (textual analysis of digital games), com atenção particular ao caso de Genshin Impact. Este jogo em particular é utilizado para observar como referências à história, à mitologia e à cultura chinesa são incorporadas a um produto desenvolvido tanto para consumo doméstico quanto internacional. A partir dessa análise, argumenta-se que os videogames constituem um novo espaço de articulação da produção cultural chinesa, capaz de colocar esses elementos próprios da China em contato com públicos estrangeiros. Seu alcance internacional, entretanto, não determina por si só sua conversão em influência cultural. A projeção da China por meio dos videogames depende também da forma como elementos associados ao país são incorporados a esses produtos e reconhecidos para além de suas fronteiras. O trabalho conclui, portanto, que a expansão da indústria chinesa de videogames abre novas possibilidades para a projeção cultural do país, muito embora circulação comercial e influência permaneçam processos distintos. PALAVRAS-CHAVE: China; Circulação Internacional; Videogames; Projeção Cultural; China at Play: International Circulation and the Projection of Chinese Video Games ABSTRACT: The growing international circulation of video games developed in China has expanded the presence of Chinese cultural products among foreign audiences. This movement places video games within a broader debate in International Relations concerning the relationship between cultural industries and the international projection of states. Drawing on the distinction between circulation and influence, this study asks to what extent the growing international presence of Chinese video games can contribute to China’s cultural projection. Its objective is to investigate how these games incorporate and present elements of Chinese culture to foreign audiences and to what extent their commercial success contributes to this process. To this end, the study adopts a qualitative approach based on a literature review on culture and power in International Relations and on the textual analysis of digital games, with particular attention to the case of Genshin Impact. This game is examined to observe how references to Chinese history, mythology, and culture are incorporated into a product developed for both domestic and international consumption. Based on this analysis, the study argues that video games constitute a new space for the articulation of Chinese cultural production, capable of bringing these elements into contact with foreign audiences. Their international reach, however, does not in itself determine their conversion into cultural influence. China’s projection through video games also depends on how elements associated with the country are incorporated into these products and recognized beyond its borders. The study therefore concludes that the expansion of China’s video game industry opens new possibilities for the country’s cultural projection, although commercial circulation and influence remain distinct processes. KEYWORDS: China; International Circulation; Videogames; Cultural Projection; |
| 26/10 | João Lucas S. Machado; Laura Freitas Pedron; Lauren Giordani Gröhs | "Cultura Política e o Sul Global" | O Perfil da Direita Conservadora na Europa: Análise dos Partidos Europeus no Parlamento da UE atualmente. Esta pesquisa analisa a direita conservadora dos partidos europeus no Parlamento Europeu eleito em 2024. O interesse surge do contexto político e ideológico da Europa, marcado pela crescente presença de partidos da direita radical e ultrarradical. A temática é relevante devido à importância institucional do Parlamento Europeu e ao seu papel nas decisões sobre o futuro da integração europeia. Assim, o objetivo deste artigo é compreender a conjuntura desta instituição e as diferenças entre a direita radical e ultrarradical. A pesquisa parte do seguinte problema: os partidos da direita radical e ultrarradical eleitos nas eleições do Parlamento Europeu de 2024 são ideologicamente iguais? Para respondê-lo foram definidos três objetivos específicos: a) apresentar a construção institucional do Parlamento Europeu; b) estabelecer como a direita se consolidou nesta instituição; e c) analisar os partidos políticos da direita conservadora do Parlamento Europeu. Foi utilizada uma metodologia quantitativa, por meio de uma análise de conteúdo lexical baseada no livro A extrema direita hoje (2022) de Cas Mudde. Os resultados foram analisados pelo sistema web QuantyScope, utilizando 7 manifestos dos partidos selecionados, PP (Espanha), AfD e CDU-CSU (Alemanha), PiS (Polônia), FdI (Itália), FiDeSz-KDNP (Hungria) e RN (França), disponibilizados pelo Manifesto Corpus do Manifesto Project. Os dados identificam três perfis: a) nativistas, com políticas para controle migratório; b) autoritários, defensores da ordem pública e segurança; e c) híbridos, equilibrando políticas de segurança e imigração. Conclui-se que os partidos são ideologicamente diferentes, exigindo uma análise da direita conservadora no Parlamento Europeu a partir de suas distinções ideológicas. The Profile of the Conservative Right in Europe: An Analysis of the European Parties Currently Represented in the EU Parliament This study analyzes the conservative right-wing European parties in the European Parliament elected in 2024. The research interest arises from Europe´s political and ideological context , marked by the party presence of radical and ultraradical right. The subject is relevant because of the institutional importance of the European Parliament, and their role in the future of European integration. Thus, the object is to comprehend the conjecture of this institution, and the difference between the conservatives right-wing parties. The research comes from this question: the parties of the radical and ultraradical right wing-parties elected in the European Parliament in 2024 are ideological the same? To answer, it was defined as three specific objects: a) to present the institutional construction of the European Parliament; b) to establish how the right-wing had consolidated in this institution; and c) to analyze the right-wing conservative parties of the European Parliament. It adopted a quantitative methodology through lexical content analysis based on the “The Far Wing Today” (2022) of Cas Mudde. QuantyScope were used to analyse the data of 7 party manifestos, PP (Spain), AfD and CDU-CSU (Germany), PiS (Poland), FdI (Italy), FiDeSz-KDNP (Hungary), and RN (France), available in Manifesto Corpus of Manifesto Project. The data identify three profiles: a) nativist, parties with migratory control policies; b) authoritarian, political order, and security defenders; and c) hybrid, parties which balance immigration, and security policies. Therefore, the parties are ideological different, requiring an analysis of the conservative right-wing in the European Parliament by the ideological distances. |
| 26/10 | Sofia Kafer Mattos | "Cultura Política e o Sul Global" | Sessão Temática: Cultura Política e o Sul Global O DESENVOLVIMENTO PACÍFICO CHINÊS SOB A ÓTICA DA TEORIA RELACIONAL: Implicações para o Leste Asiático a partir do East Asia Summit Este trabalho tem como tema a influência da China sobre a ordem regional do Leste Asiático, analisada sob a ótica da teoria relacional de Qin Yaqing. O recorte abrange os discursos chineses proferidos no East Asia Summit (EAS) entre a 8ª e a 18ª edição, de 2013 a 2023, período que compreende os dois mandatos de Xi Jinping. O problema de pesquisa é: como a teoria relacional explica a postura chinesa em relação à ordem regional do Leste Asiático a partir da análise de seus discursos no EAS? O objetivo geral é analisar como a China representa sua ascensão e sua visão de ordem regional nesses discursos, à luz da teoria relacional. A pesquisa é qualitativa e aplica análise de discurso aos pronunciamentos oficiais publicados pelo State Council da República Popular da China. O trabalho sistematiza a teoria relacional como quadro analítico, discutindo a ontologia relacional, os atores-em-relação, a dialética zhongyong, o guanxi, o poder relacional, a governança por relações e o sistema internacional relacional, e a situa frente às teorias ocidentais dominantes e às demais teorias chinesas de RI. Em seguida, contextualiza a ascensão chinesa por meio da história do Estado chinês, do sistema tributário ao Século da Humilhação, da fundação da República Popular e das reformas de Deng Xiaoping até o período de Xi Jinping, e examina o papel das instituições regionais, em especial o EAS. A análise dos discursos está em andamento; nesta comunicação serão apresentados o contexto histórico e a análise parcial dos discursos. Thematic Session: Political Culture and the Global South CHINA'S PEACEFUL DEVELOPMENT FROM THE PERSPECTIVE OF RELATIONAL THEORY: Implications for East Asia from the East Asia Summit This paper examines China's rise and its influence on the regional order of East Asia through the lens of Qin Yaqing's relational theory. The analysis covers Chinese speeches delivered at the East Asia Summit (EAS) from its 8th to its 18th edition, between 2013 and 2023, a period that spans Xi Jinping's two terms. The research problem is: how does relational theory explain China's stance toward the East Asian regional order, based on the analysis of its EAS speeches? The general objective is to analyze how China represents its rise and its vision of regional order in these speeches, in light of relational theory. The research is qualitative and applies discourse analysis to the official statements published by the State Council of the People's Republic of China. The paper systematizes relational theory as an analytical framework, discussing relational ontology, actors-in-relations, zhongyong dialectics, guanxi, relational power, governance by relations and the relational international system, and situates it against dominant Western theories and other Chinese IR theories. It then contextualizes China's rise through the history of the Chinese state, from the tributary system to the Century of Humiliation, the founding of the People's Republic and Deng Xiaoping's reforms up to Xi Jinping's leadership, and examines the role of regional institutions, particularly the EAS. The discourse analysis is ongoing; this presentation will cover the historical context and a partial analysis of the speeches. |
| 26/10 | Antonio Luis Mendes Chagas | Filosofia e Pensamento Crítico | Entre eficiência e justificação: governança algorítmica e legitimidade estatal em diálogo Brasil–China A incorporação de sistemas de inteligência artificial à administração pública recoloca um problema clássico da filosofia política: em que condições o exercício do poder estatal pode ser considerado legítimo quando decisões são mediadas por infraestruturas algorítmicas? Este trabalho investiga se princípios recorrentes de governança responsável — transparência, accountability, supervisão humana e contestabilidade — podem operar como exigências normativas comuns em contextos político-institucionais distintos ou se sua legitimidade depende de formas específicas de tradução institucional. O objetivo é testar, em perspectiva Brasil–China, uma concepção de legitimidade algorítmica fundada no direito à justificação de Rainer Forst, sem pressupor que modelos regulatórios desenvolvidos em democracias liberais possam ser simplesmente universalizados. A pesquisa é bibliográfica, conceitual e normativa e desenvolve três movimentos: distingue explicabilidade técnica de justificação pública; examina como diferentes arranjos institucionais condicionam accountability e capacidade de contestação; e confronta a arquitetura normativa proposta com estudos recentes sobre o uso governamental de IA na China. A análise preliminar indica que diferenças institucionais não eliminam preocupações com opacidade, supervisão e reparação. Feng e Chandra identificam, entre cidadãos chineses, preferência por mecanismos explícitos de accountability, transparência em nível institucional e recurso administrativo; Zhang et al. evidenciam a influência de fatores políticos, organizacionais e de confiança; e Miao e Yu mostram que confiança no governo e características do serviço afetam a aceitação de soluções de IA. Sustenta-se, assim, que a comparação não autoriza nem universalismo abstrato nem relativismo institucional. O núcleo normativo da obrigação estatal de responder por decisões que afetam cidadãos pode atravessar diferentes contextos, mas sua realização depende de capacidades, procedimentos e expectativas socialmente situados. O diálogo Brasil–China é proposto, portanto, como teste crítico da pretensão de universalidade dos paradigmas contemporâneos de governança responsável da IA. Between Efficiency and Justification: Algorithmic Governance and State Legitimacy in a Brazil–China Dialogue The incorporation of artificial intelligence systems into public administration renews a classical problem of political philosophy: under what conditions can the exercise of state power be considered legitimate when decisions are mediated by algorithmic infrastructures? This paper investigates whether recurring principles of responsible AI governance—transparency, accountability, human oversight, and contestability—can operate as common normative requirements across distinct political-institutional contexts, or whether their legitimacy depends on specific forms of institutional translation. Its objective is to test, through a Brazil–China perspective, an account of algorithmic legitimacy grounded in Rainer Forst’s right to justification, without assuming that regulatory models developed within liberal democracies can simply be universalized. The study is bibliographical, conceptual, and normative and proceeds in three steps: it distinguishes technical explainability from public justification; examines how different institutional arrangements condition accountability and the capacity to contest decisions; and confronts the proposed normative framework with recent research on governmental AI use in China. Preliminary analysis suggests that institutional differences do not eliminate concerns about opacity, oversight, and redress. Feng and Chandra identify preferences among Chinese citizens for explicit accountability mechanisms, ecosystem-level transparency, and administrative appeals; Zhang et al. highlight the influence of political, organizational, and trust-related factors; and Miao and Yu show that trust in government and service characteristics affect acceptance of AI-based public services. The paper therefore argues against both abstract universalism and institutional relativism. The normative core of the state’s obligation to answer for decisions affecting citizens may travel across contexts, but its realization depends on socially situated capacities, procedures, and expectations. Brazil–China dialogue is thus proposed as a critical test of the universalizing claims embedded in contemporary responsible AI governance paradigms. |
| 26/10 | Daniel Salésio Vandresen | Filosofia e Pensamento Crítico | Título: Sophia como consciência histórica: Kojève entre Hegel, marxismo e práxis revolucionária Resumo: O presente trabalho analisa a concepção de Sophia na obra Sophia I. Philosophie et phénoménologie (2025), manuscrito do filósofo Alexandre Kojève escrito entre 1940 e 1941. A investigação examina de que modo a transição da filosofia como aspiração ao saber para a Sophia como saber efetivo e autoconsciência plena se articula à consciência histórica, à transformação das condições materiais de existência e à práxis política revolucionária. Em Kojève, a realização do saber absoluto supera o plano puramente teórico para se encarnar em uma configuração histórica e coletiva determinada, aproximando a experiência da Revolução Russa e da tradição marxista-leninista-stalinista da concretização da própria história universal. Contudo, essa tentativa de materializar o universal em uma experiência histórica particular coloca um problema crítico central: ao elevar uma práxis estatal a critério último da realização da consciência, Kojève promove o fechamento do horizonte histórico. Em diálogo com as contribuições de Bruno Bosteels e José Horta, o artigo problematiza essa concepção de "fim da história" e o consequente risco de um “letargo dogmático”. Contra o estancamento da dialética e a centralidade geopolítica de um novo centro hegemônico, advoga-se pela permanência do “trabalho do negativo” e da contradição como forças constitutivas da práxis. Conclui-se que a perspectiva do Sul Global permite reabrir o sentido da história, descentralizando e pluralizando os lugares de enunciação do universal. Palavras-chave: Alexandre Kojève; Sophia; Consciência Histórica; Práxis Revolucionária; Sul Global. Abstract: This work analyzes the concept of Sophia in the work Sophia I. Philosophie et phénoménologie (2025), a manuscript by the philosopher Alexandre Kojève written between 1940 and 1941. The investigation examines how the transition from philosophy as an aspiration to knowledge to Sophia as effective knowledge and full self-consciousness articulates historical consciousness, the transformation of the material conditions of existence, and revolutionary political praxis. In Kojève, the realization of absolute knowledge transcends the purely theoretical plane to embody a specific historical and collective configuration, bringing the experience of the Russian Revolution and the Marxist-Leninist-Stalinist tradition closer to the concrete realization of universal history itself. However, this attempt to materialize the universal within a particular historical experience poses a central critical problem: by elevating state praxis to the ultimate criterion for the realization of consciousness, Kojève promotes the closure of the historical horizon. In dialogue with the contributions of Bruno Bosteels and José Horta, this article problematizes this notion of the "end of history" and the resulting risk of a "dogmatic lethargy". Against the stagnation of dialectics and the geopolitical centrality of a new hegemonic center, the paper advocates for the permanence of the "labor of the negative" and contradiction as constitutive forces of praxis. It concludes that the perspective of the Global South allows for the reopening of the meaning of history by decentralizing and pluralizing the loci of enunciation of the universal. Keywords: Alexandre Kojève; Sophia; Historical Consciousness; Revolutionary Praxis; Global South. |
| 26/10 | Danilo Vaz-Curado Ribeiro de Menezes Costa | Filosofia e Pensamento Crítico | Pensar a Justiça enfrentar a punição. Dilemas, contradições e irresoluções. O presente trabalho é parte dos resultados de uma pesquisa maior que objetiva propor e refletir sobre uma teoria crítica da Justiça. Enquanto momento interno, o presente trabalho objetiva demonstrar que um dos temas centrais a serem enfrentados na construção de uma teoria crítica da justiça é aquele referente a teoria da punição que internamente se desenvolve. Nosso problema é como coordenar punição e justiça e nosso objetivo é avaliar se uma teoria da punição baseada na retribuição é coerente com uma teoria crítica da Justiça. Em geral encontramos modelos de punição retributiva na lei mosaica, no Codez Hamurabi e em teorias filosóficas como aquelas de Kant e Hegel, claro que reconhecendo suas nuances e distinções. Para fins introdutórios ao problema delimitamos a retribuição como a relação estabelecida entre o merecimento e a proporção com vistas a que um fato passado seja imputado consequências socialmente establecidas. Teorias retributivistas não se preocupam em dissuadir ou reintegrar, assim como, não se dirigem ao presente ou ao futuro, mas atribuem consequências a fatos passados. Em nossa pesquisa chegamos a algumas conclusões preliminares que são: (i) déficit de justificabilidade interno em relação ao caráter atomista da justificação punitiva retributivista; (ii) redução da avaliação da ação humana a esfera legal dentro de uma teoria da justiça, e por fim, (iii) certa insuficiência de modelos retributivistas se integrarem a uma teoria crítica da justiça dado seu atomismo e reducionismo conceitual. Espera-se, ao final, e dentro do debate público expositivo avaliar os resultados e, assim, poder aprimorar as reflexões estabelecidas e tornadas públicas neste paper. Reflecting on Justice and confronting punishment: dilemmas, contradictions, and unresolved issues. This work presents findings from a broader research project aimed at proposing and reflecting upon a critical theory of Justice. As a specific component of this project, this paper seeks to demonstrate that a central theme in constructing a critical theory of justice is the theory of punishment developed within it. Our problem lies in how to reconcile punishment and justice, and our objective is to assess whether a retribution-based theory of punishment is consistent with a critical theory of Justice. Models of retributive punishment are generally found in Mosaic law, the Code of Hammurabi, and philosophical theories such as those of Kant and Hegel—though, of course, acknowledging their respective nuances and distinctions. To introduce the issue, we define retribution as the relationship established between desert and proportionality, whereby socially established consequences are attached to a past act. Retributivist theories are not concerned with deterrence or reintegration, nor do they focus on the present or future; rather, they assign consequences to past actions. Our research has led to several preliminary conclusions: (i) an internal justification deficit regarding the atomistic nature of retributivist punishment justification; (ii) the reduction of the assessment of human action to the legal sphere within a theory of justice; and, finally, (iii) a certain inadequacy of retributivist models for integration into a critical theory of justice, given their atomism and conceptual reductionism. Ultimately, through public discussion of these ideas, we hope to evaluate the results and thereby refine the reflections presented in this paper. |
| 26/10 | Fúlvio Anderson Pereira Leite; Filipe Fernandes Cortial | Filosofia e Pensamento Crítico | A Responsabilidade Moral Requer Possibilidades Alternativas? Uma Análise da Crítica de Harry Frankfurt ao PPA O Princípio das Possibilidades Alternativas (PPA) ocupa posição central nas discussões clássicas acerca do livre-arbítrio e da responsabilidade moral. Segundo esse princípio, um agente somente pode ser considerado moralmente responsável por uma ação se pudesse ter agido de outra maneira. Ao longo do século XX, Harry Frankfurt apresentou uma das mais influentes objeções a essa tese, argumentando que a existência de alternativas efetivas não constitui condição necessária para a atribuição de responsabilidade moral. Por meio dos chamados “Casos Frankfurt”, o filósofo procura demonstrar que um indivíduo pode ser legitimamente responsabilizado por suas ações mesmo quando não dispõe de possibilidades alternativas reais. O presente trabalho investiga a crítica frankfurtiana ao PPA e suas implicações para a filosofia contemporânea da ação. O objetivo consiste em analisar de que modo Frankfurt desloca o fundamento da responsabilidade moral da existência de alternativas para a estrutura interna da vontade do agente, especialmente por meio dos conceitos de desejos de primeira ordem, desejos de segunda ordem e identificação volitiva. Argumenta-se que sua proposta representa uma importante reformulação do debate tradicional entre compatibilistas e incompatibilistas, oferecendo uma compreensão da agência moral centrada na relação entre ação, vontade e autorreflexão. A pesquisa adota metodologia bibliográfica e analítica, fundamentada principalmente nos ensaios reunidos em The Importance of What We Care About, bem como em comentadores contemporâneos que discutem os alcances e limites dos argumentos de Frankfurt. Serão examinadas tanto as contribuições de sua crítica ao PPA quanto algumas das objeções formuladas por autores como John Martin Fischer, Robert Kane e Philip Pettit. Conclui-se que a relevância da proposta de Frankfurt ultrapassa a simples rejeição do PPA, contribuindo para uma nova compreensão da responsabilidade moral baseada na autenticidade da vontade e no controle exercido pelo agente sobre suas próprias motivações. Nesse sentido, sua teoria permanece como uma das referências fundamentais para as discussões contemporâneas sobre liberdade, agência e responsabilidade moral. Palavras-chave: Harry Frankfurt; Responsabilidade Moral; Livre-Arbítrio; Filosofia da Ação; Princípio das Possibilidades Alternativas. |
| 26/10 | Grasiela Cristine Celich | Filosofia e Pensamento Crítico | Resumo A LIBERTAÇÃO COMO AUTOAPERFEIÇOAMENTO ÉTICO AO RECONHECIMENTO DA ALTERIDADE O trabalho é fruto de pesquisa, em andamento, na área da Filosofia. Centrado, em parte, na teoria do reconhecimento de Hegel (1807/2008), encontrada na Fenomenologia do Espírito e, posteriormente, desenvolvida na obra Filosofia do Direito, e de outra, na crítica que Levinas (1961/2011) em Totalidade e Infinito e seus estudiosos (Boothroyd, 2011; Celich, 2023; Marcello, 2011) realizam sobre o reconhecimento em Hegel, o trabalho enfoca que a autorrealização e o reconhecimento de indivíduos e grupos sociais depende do conceito de libertação (Hegel, 1821/2010, §149, p.192) como terapia (Honneth, 2001/2010, p.104), desde que lido com o viés ético levinasiano, isto é, não centrado nas leis do Estado, mas na comunidade ética para além daquele. Ainda: não fundamentado no reconhecimento mútuo, mas no reconhecimento assimétrico. Eis o problema: que a crítica de Levinas para Hegel ao que se refere ao Estado como totalidade, inviabiliza-o como a última esfera de reconhecimento, necessitando da libertação como terapia para que se possa aprofundar o que denomino, em minha pesquisa, de autoaperfeiçoamento ético dos sujeitos implicados em relações intersubjetivas assimétricas no interior da comunidade ética capaz de irem além das leis do Estado e inclusive colocar-se em tensão com elas e com aquele. A pesquisa demonstra que as experiências de injustiças ocasionadas pela falta ou pelo não reconhecimento (Honneth, 1992/2009, p.213) são, na verdade, capazes de romper a sincronia da norma jurídica (que não deixa de ser uma totalidade) expondo sujeitos vulneráveis e, portanto, conduzindo à libertação enquanto exercício terapêutico de autoaperfeiçoamento (compreendo-o como o processo dinâmico, interno, de contínua elaboração psíquica e prática) entre sujeitos que desejam o reconhecimento assimétrico para a formação da comunidade ética deixando o Estado e suas normas jurídicas subordinados às reivindicações de sujeitos e grupos sociais vulneráveis. Abstract THE LIBERATION AS NA ETHICAL SELF-PERFECTION TOWARDS THE RECOGNITION OF ALTERITY The work is the result of ongoing research in the field of Philosophy. It is centered, in part, on Hegel’s theory of recognition (1807/2008), found in The Phenomenology of Spirit, and subsequently developed in another of his works, Philosophy of Right, and on the Critique that Levinas (1961/2011), in Totality and Infinity, and his scholars (Boothroyd, 2011; Celich, 2023; Marcello, 2011) make regarding recognition in Hegel. While the work focuses on self-actualization and the regocnition of individuals and social groups depending on the concept of liberation (Hegel, 1821/2010, §149, p. 192) as therapy (Honneth, 2001/2010, p. 104), as long as it is read with na ethical, i.e., Levinasian, bias – meaning, not centered on State laws, but rather on the community of ethics beyond that. Furthermore: not grounded in mutual recognition, but in asymmetrical recognition. That is the problem: that Levinas’s critique of Hegel regarding the State as totality invalidates it as the ultimate sphere of recognition, requiring liberation as therapy so that one can deepen what we call, in my research, the ethical self-perfection of subjects involved in asymmetrical intersubjective relations within the ethical community capable of going beyond State laws and even positioning themselves in tension with them and with that. Research shows that experiences of recognition (Honnth, 1992/2009, p.213) are, in truth, capable of breaking the synchrony of the legal norm (which nonetheless remains a totality), exposing vulnerable subjects and, therefore, leading to liberation as an exercise of therapeutic self-perfection (understanding it as a dynamic, internal process of continuous psychic and practical elaboration) between subjects who desire asymmetrical recognition for the formation of the ethical community, leaving the State and its legal norms subordinated to the claims of vulnerable subjects and groups. Referências BOOTHROYD, Dave. Subjetividade ética, hospitalidade e o reconhecimento do “outro em mim”. In: MARCOS, Maria Lucília; CANTINHO, Maria João; BARCELOS, Paulo. (Orgs.). Emmanuel Levinas: entre reconhecimento e hospitalidade. 1. ed. Lisboa: Edições 70, 2011. p. 107-132. CELICH, Grasiela Cristine. Alteridade e reconhecimento a partir de Levinas. 1.ed. São Paulo: Dialética, 2023. HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Filosofia do Direito. 2. ed. São Leopoldo: Unisinos, 2010. Publicado originalmente em: 1821. HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Fenomenologia do Espírito. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. Publicado originalmente em: 1807. HONNETH, Axel. Sofrimento de indeterminação: uma reatualização da Filosofia do Direito de Hegel. 1. ed. São Paulo: Editora Singular, Esfera Pública, 2007. Publicado originalmente em: 2001. HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2009. Publicado originalmente em: 1992. LEVINAS, Emmanuel. Totalidade e Infinito: ensaio sobre a exterioridade. 3. ed. Lisboa: Edições 70, 2011. Publicado originalmente em: 1961. MARCELLO, Gonçalo. O que seria um reconhecimento sem a exigência de reciprocidade? Levinas, Ricouer e a utopia do reconhecimento centrado no outro. In: MARCOS, Maria Lucília; CANTINHO, Maria João; BARCELOS, Paulo. (Orgs.). Emmanuel Levinas: entre reconhecimento e hospitalidade. 1. ed. Lisboa: Edições 70, 2011. p. 273-288 |
| 26/10 | Luis Fernando PARIS | Filosofia e Pensamento Crítico | «La intuición oriental en la razón occidental: ¿panteísmo o sustancialismo? La interpretación hegeliana de la filosofía de Spinoza» Para Hegel, la primera forma determinada de religión es la religión inmediata o de la naturaleza, es decir, la religión oriental. De acuerdo con el filósofo, Oriente representa la conciencia de la unidad indiferenciada –el ἕν καὶ πᾶν–, cosmovisión que se contrapone al desarrollo de la subjetividad occidental. Esta conciencia de la unidad absoluta, manifestada inicialmente como intuición religiosa, reaparece en Occidente bajo forma filosófica: primero con Parménides en la Antigüedad griega y, más tarde, con Spinoza en la modernidad. Ahora bien, el monismo sustancial spinoziano distó de ser bien recibido en Europa, tanto es así que su recepción en Alemania derivó en la controversia más influyente de la Aufklärung: el Spinozismusstreit o Pantheismusstreit, protagonizado por Jacobi y Mendelssohn a propósito del presunto spinozismo y panteísmo de Lessing, disputa que Hegel conocía bien. Al examinar la interpretación hegeliana de Spinoza –más allá de las lecturas de Jacobi y Mendelssohn– nos topamos con un problema textual: en la Ciencia de la lógica y en las Lecciones sobre la historia de la filosofía el spinozismo es tratado como panteísmo, mientras que, en la Enciclopedia, en las Lecciones sobre filosofía de la religión y en las Lecciones sobre las pruebas de la existencia de Dios, Hegel sostiene expresamente que el spinozismo no es panteísmo, sino que pertenece a los sistemas filosóficos de la sustancialidad. ¿Por qué Hegel oscila en el uso del término «panteísmo» para caracterizar a Spinoza? ¿A qué responde esta contradicción o aparente contradicción? La presentación se propone dilucidar este problema, cuyo despeje reside en la disemia que, según Hegel, reviste el término «panteísmo». “Eastern Intuition in Western Reason: Pantheism or Substantialism? The Hegelian Interpretation of Spinoza’s Philosophy” For Hegel, the first determinate form of religion is immediate religion or the religion of nature—that is, Eastern religion. According to the philosopher, the East represents the consciousness of undifferentiated unity –the ἕν καὶ πᾶν–, a worldview that stands in contrast to the development of Western subjectivity. This consciousness of absolute unity, which initially manifested as religious intuition, reemerges in the West under philosophical form: first with Parmenides in ancient Greek philosophy and later with Spinoza in modernity. However, Spinoza’s substantial monism was far from welcome in Europe; so much so that Spinoza’s reception in Germany led to the most influential controversy of the Aufklärung: the Spinozismusstreit or Pantheismusstreit, led by Jacobi and Mendelssohn regarding Lessing’s alleged Spinozism and pantheism, a dispute with which Hegel was well acquainted. Upon examining the Hegelian interpretation of Spinoza –beyond the readings of Jacobi and Mendelssohn– we encounter a textual problem: in the Science of Logic and the Lectures on the History of Philosophy, Spinozism is treated as pantheism; whereas in the Encyclopaedia, the Lectures on the Philosophy of Religion, and the Lectures on the Proofs of the Existence of God, Hegel explicitly maintains that Spinozism is not pantheism, but rather belongs to the philosophical systems of substantiality. Why does Hegel vacillate in using the term “pantheism” to characterize Spinoza? What accounts for this contradiction or apparent contradiction? This paper aims to elucidate this problem, the resolution of which lies in the dysemy that, according to Hegel, the term “pantheism” takes on. |
| 26/10 | Lutiero Cardoso Esswein | Filosofia e Pensamento Crítico | Título: Os limites internos da produção de mais-valor relativo Para Marx, a produção de mais-valor relativo constitui o principal mecanismo de geração de mais-valor adicional no modo de produção capitalista. Partindo das determinações apresentadas em sua crítica da economia política, investiga-se a existência de limites imanentes a esse mecanismo, tendo como objetivo demonstrar que sua eficácia diminui progressivamente com o próprio desenvolvimento das forças produtivas. Inicialmente, são examinadas as determinações da produção do mais-valor e os diferentes métodos de sua ampliação. Em seguida, considerando-se o capital social total, analisa-se a relação entre a acumulação e a necessidade de crescimento da massa global de mais-valor. Por fim, examinam-se os efeitos dos aumentos sucessivos da produtividade sobre a proporção entre trabalho necessário e trabalho excedente. Demonstra-se que, quanto menor se torna a parcela da jornada correspondente ao trabalho necessário, menor é o acréscimo de trabalho excedente resultante de um mesmo aumento proporcional da produtividade. Desse modo, o próprio desenvolvimento das forças produtivas reduz progressivamente a capacidade de produção de massas adicionais de mais-valor relativo. Como consequência, a expansão da massa global de mais-valor torna-se cada vez mais dependente do aumento da quantidade de trabalho vivo mobilizada pelo capital social total. Conclui-se que essa dependência pode entrar em contradição com a tendência à substituição de trabalho vivo por processos automatizados, estabelecendo possíveis barreiras à continuidade da acumulação capitalista. Title: The Internal Limits of the Production of Relative Surplus Value For Marx, the production of relative surplus value constitutes the main mechanism for generating additional surplus value in the capitalist mode of production. Drawing on the determinations presented in his critique of political economy, this study investigates the existence of immanent limits to this mechanism and aims to demonstrate that its effectiveness progressively diminishes with the development of the forces of production. First, the determinations of the production of surplus value and the different methods of its expansion are examined. Next, considering total social capital, the relationship between accumulation and the need for an increase in the total mass of surplus value is analyzed. Finally, the effects of successive increases in productivity on the proportion between necessary labour and surplus labour are examined. It is demonstrated that the smaller the portion of the working day corresponding to necessary labour becomes, the smaller the increase in surplus labour resulting from the same proportional increase in productivity. Thus, the development of the forces of production progressively reduces the capacity to produce additional masses of relative surplus value. Consequently, the expansion of the total mass of surplus value becomes increasingly dependent on an increase in the quantity of living labour mobilized by total social capital. It is concluded that this dependence may come into contradiction with the tendency to replace living labour with automated processes, thereby creating possible barriers to the continuation of capitalist accumulation. |
| 26/10 | Oscar Pérez Portales | Filosofia e Pensamento Crítico | Mercado, Idolatría y Derechos Humanos. El pensamiento de Franz Hinkelammert para un análisis de la cuestión desde América Latina. RESUMEN El presente artículo articula una valoración de los aportes ontológicos y éticos normativos presentes en el pensamiento de Franz Hinkelammert para una crítica al desarrollo contemporáneo de los derechos humanos en América Latina. Los derechos humanos como conjunto de nociones y reglas políticas describen en este contexto un profundo desarrollo normativo y discursivo que contrasta con las condiciones socioeconómicas y culturales de su materialización. Las condiciones de desigualdad económica, expolio territorial, enajenación política de amplios sectores sociales implican la vulneración continua de derechos a segmentos poblacionales crecientes. Al mismo tiempo en que la condición periférica del continente en el escenario de la globalización neoliberal convierte con mayor frecuencia los derechos humanos en los significantes desde los cuales se reproducen relaciones políticas de subordinación de los procesos políticos nacionales a movimientos geopolíticos contrarios al pleno desarrollo de la soberanía. Ante esto, la crítica de Hinkelammert parte de una genealogía no normativa; por el contrario, parte de reconocer que la doctrina de los derechos humanos en el continente está subordinada a la imposición de la doctrina de seguridad nacional como instrumento de subordinación de las sociedades latinoamericanas a la globalización neoliberal. Este punto de partida permite establecer el concepto de sujeto reprimido como un referente ontológico de crítica a la instrumentalización de los derechos humanos y elaborar una genealogía de su construcción como significante vacío del dominio de la globalización neoliberal dentro del continente. Al mismo tiempo, ese referente permite evidenciar las luchas, prácticas y discursos de los sujetos relegados del amparo de los derechos humanos en virtud del dominio de la racionalidad del mercado neoliberal. Palabras clave: Derechos Humanos, Sujeto, Hinkelammert, Mercado, Globalización. |
| 26/10 | Pedro Geraldo Aparecido Novelli | Filosofia e Pensamento Crítico | A pobreza é uma instituição criminosa: reflexões a partir da Filosofia do direito de Hegel É inegável que haja sensibilidade em relação à pobreza. A sensibilidade varia desde um sentimento de compaixão até ao arrepio do desconforto diante da pobreza. Por aqui também passa a pesquisa sobre a pobreza que vai desde a investigação das causas até as possíveis soluções. O problema a ser considerado é como é que nos formamos como seres humanos? Como é que nos formamos seres humanos pobres? O que poderia nos dizer um filósofo marcadamente político como Hegel? Conforme Hegel nossa verdadeira natureza é a história na qual nossa determinação se dá continuamente na “Bildung”. As causas imediatamente apontadas passam pela culpabilização da família que não deu as bases adequadas e porque não proporcionou o mínimo necessário. Filhos deveriam ser mandados à escola para se tornarem alguém na vida. A sociedade, por sua vez, é um estado de “cada um por si e Deus contra todos”! Exploração, alienação, abuso de toda sorte. O Estado é culpado pela sua negligência, ausência, ineficiência, corrupção. As diferentes instâncias sabem, conhecem o que está em curso e mesmo assim a situação perdura. A solução está ao alcance dos seres humanos e poderia ser implantada, mas isso exigiria algumas mudanças. O milagre não é divino, mas divinamente humano. Por que não se quer isso? A privação que o pobre sofre é de ordem espiritual, humana que o coloca em situação de diminuição de si mesmo perante os outros. Mas, sua privação é também política porque é posto à margem no mundo no qual se encontra. A carência extrema que a pobreza enfrenta, e nunca é demais enfatizar, trata-se sempre de uma carência que o condena ao desaparecimento, se marcadamente econômica é precisamente por isso uma terrível privação política. |
| 26/10 | Pedro Henrique Matos Siqueira | Filosofia e Pensamento Crítico | O trabalho se justifica na tentativa de reaproximar filosofia e poesia, mais especificamente Nietzsche e Pessoa, pois percebemos, em ambos, este posicionamento a favor da arte, da filosofia e da Vida (com ‘v’ maiúsculo assim como escreviam os dois autores). Para tentar encontrar a influência de Nietzche nas obras poéticas de Fernando Pessoa, objetivo geral desta pesquisa, foi preciso primeiro compreender alguns conceitos chaves da filosofia nietzscheana: a relação verdade/mentira e perspectivismo, para a partir deles ter o instrumental teórico necessário para análise das obras pessoanas, investigamos também a relação filosofia e poesia, para Nietzsche e Pessoa, e por fim entendemos a heteronímia, modelo estilístico pessoano, como perspectivista. A pesquisa teve cunho eminentemente teórico e os principais métodos foram a leitura e análise do levantamento bibliográfico, obras relevantes dos dois autores, artigos de comentadores tanto da pesquisa Nietzsche, quanto da pesquisa Pessoa, e produções acadêmicas como dissertações e teses de doutorado. O que podemos afirmar depois de todo o trabalho feito, é que há sim semelhanças teóricas e conceituais entre os dois autores, e, portanto, uma influência nietzscheana em Pessoa, sendo mais fortemente percebida no seu heterônimo Alberto Caeiro, desde a forma como este trata a linguagem, até seu repúdio a metafísica. Caeiro é, sem dúvidas, um herdeiro da filosofia do martelo e deixa claro em seus poemas da obra “o guardador de rebanhos”, o quanto é possível incutir na forma poética o conteúdo filosófico que tivera sido reservado à prosa. |
| 26/10 | Vinicius Aquinio Silva | Filosofia e Pensamento Crítico | A questão democrática na China a partir da Formação Econômico-Social: participação, consulta e democracia popular O presente trabalho discute a questão democrática na China, problematizando a universalização do paradigma liberal como parâmetro para a análise das experiências democráticas contemporâneas. Parte significativa do debate político e acadêmico ocidental caracteriza o sistema político chinês a partir de categorias pouco ilustrativas como “ditadura” e “totalitarismo”, frequentemente tomando como referência instituições e valores próprios de experiências históricas distintas. À luz do Materialismo Histórico-Dialético e da categoria de Formação Econômico-Social, busca-se compreender a experiência chinesa a partir de suas determinações históricas, filosóficas, econômicas, sociais e políticas, evitando a transposição mecânica de categorias produzidas em contextos geográficos e históricos distintos. Para tanto, realiza-se pesquisa bibliográfica voltada à análise das formas de participação e organização política presentes na experiência chinesa contemporânea, com destaque para os conceitos de Democracia Consultiva e Democracia Popular de Processo Integral, bem como para as relações entre Estado, sociedade civil e participação social. Parte-se da compreensão de que as formas políticas não podem ser analisadas de maneira dissociada das relações sociais e das condições históricas nas quais se constituem. Nesse sentido, a investigação procura identificar como mecanismos de consulta, participação e deliberação se articulam à organização política chinesa e às formas de mediação entre diferentes grupos da sociedade civil e o Estado. Ao mesmo tempo, busca-se problematizar tanto a redução da democracia aos mecanismos eleitorais característicos do paradigma liberal quanto a adoção acrítica das formulações produzidas pelo próprio Estado chinês acerca de sua experiência democrática. Argumenta-se que a compreensão da questão democrática na China exige considerar as especificidades de sua Formação Econômico-Social e as formas concretas pelas quais participação, consulta, deliberação e conflito social se desenvolvem em seu processo histórico. Dessa perspectiva, o trabalho procura contribuir para o debate sobre democracia a partir de uma abordagem que considere a diversidade das formas históricas de organização política, problematizando classificações que tomem categorias produzidas em determinados contextos históricos como parâmetros universais para a interpretação de outras formações sociais. Busca-se, assim, evitar tanto a universalização de um modelo particular quanto a construção de interpretações estereotipadas sobre a experiência chinesa. Palavras-chave: Democracia; China; Formação Econômico-Social; Sociedade Civil; Democracia Consultiva; Democracia Popular de Processo Integral. |
| DATA | Nome completo | Eixo Temático / Sessão Temática | Resumo |
| 27/10 | He Quin | "IA, Desenvolvimento e Políticas Públicas: crises e alternativas a partir do Sul Global" | The “Global South” and China:A Mission and Vision to Redefine the Trajectory of Human Civilization |
| 27/10 | Ana Clara Elesbão | "IA, Desenvolvimento e Políticas Públicas: crises e alternativas a partir do Sul Global" | Políticas da instalação de data centers e impactos socioambientais da Inteligência Artificial: um olhar desde a experiência brasileira |
| 27/10 | Carmen Burgo Videla | "IA, Desenvolvimento e Políticas Públicas: crises e alternativas a partir do Sul Global" | Deslocamento do discurso sobre Capital Humano Avançado - Capital Humano Capitalizado, desfavorecido ou em situação de vulnerabilidade no Chile em 2025 |
| 27/10 | Edgar Romero Fernández | "IA, Desenvolvimento e Políticas Públicas: crises e alternativas a partir do Sul Global" | Resumen El articulo aborda la relación dialéctica entre desarrollo, políticas públicas e innovación con el objetivo de esclarecer la interdependencia entre ellos, e insistir en la necesidad de estudiar integralmente estos conceptos-procesos, para lograr el bienestar humano posible, en entornos histórico-concretos. Las prácticas, nociones y conceptos de desarrollo o sobre desarrollo son bien disímiles y se sustentan empírica o teóricamente de diferentes cosmovisiones, uno de sus denominadores comunes es su componente axiológico, pues la dimensión social o humana del desarrollo se orienta hacia la satisfacción de necesidades de sus beneficiarios. Es por eso que, la acción política institucionalizada que mejor se relaciona con la idea de desarrollo es la política pública, pues es en este tipo de tecnología gubernamental, en donde participan de manera activa los beneficiarios. Así mismo, es imposible abordar el asunto de las políticas públicas sin vincularlas con los procesos de innovación, ya que buena parte del accionar de las políticas públicas, especialmente las locales, se materializan y concretan a través de procesos de innovación. Palabras clave: Desarrollo, políticas públicas, innovación. |
| 27/10 | C. Ruvislei González | "IA, Desenvolvimento e Políticas Públicas: crises e alternativas a partir do Sul Global" | "El modelo de circulación dual dentro del socialismo con características chinas como experiencia de desarrollo" |
| 27/10 | Juan Carlos Ramírez Sierra | "IA, Desenvolvimento e Políticas Públicas: crises e alternativas a partir do Sul Global" | Sessão Temática: IA, Desenvolvimento e Políticas Públicas: crises e alternativas a partir do Sul Global Políticas públicas na América Latina: apontamentos sobre o enfoque barroco a partir das urgências antropológicas Resumo O presente trabalho propõe uma avaliação interdisciplinar dos desafios enfrentados pelos modelos de desenvolvimento nos países do Sul Global, com especial atenção à América Latina. Questionam-se os paradigmas de desenvolvimento dominantes, marcados pelo predomínio financeiro e extrativista, pela crise neoliberal e pela subordinação das sociedades periféricas aos interesses globais hegemônicos. A partir de um enfoque barroco —entendido como epistemologia da complexidade, da contradição e das urgências antropológicas—, busca-se repensar o desenvolvimento a partir de valores como a justiça social, a sustentabilidade e a cooperação. A análise examina as contradições, tendências e oportunidades na relação entre Estado e mercado, como ponto de partida para definir uma agenda de radicalização e ampliação das políticas públicas orientadas ao desenvolvimento soberano, inclusivo e sustentável das sociedades do Sul Global. Conclui-se que as urgências antropológicas latino-americanas exigem respostas políticas capazes de integrar o diverso, o conflitivo e o historicamente silenciado, articulando a crítica ao modelo dominante com a construção de alternativas a partir da pluralidade barroca de suas realidades. Palavras-chave políticas públicas; desenvolvimento; Sul Global; enfoque barroco; urgências antropológicas; América Latina. |
| 27/10 | Álvaro Bô; Celestino Tapererua; Fernando António | Educação, Ciência e Inovação Social | Resumo O artigo analisa os desafios e as perspetivas para a implementação de uma educação multicultural no Ensino Secundário em Moçambique. Este, sendo um Estado politicamente unitário, mas sociocultural e linguisticamente plural, enfrenta um desafio crónico de harmonizar as diretrizes curriculares nacionais com a diversidade etnolinguística das suas províncias. Através de uma revisão bibliográfica e de uma análise documental das políticas educativas recentes, este estudo identifica barreiras estruturais, tais como a centralização curricular, a persistência do modelo monolíngue em português no ensino secundário. Como caminhos de superação, propõe-se a descentralização curricular, a expansão do modelo bilingue para além do ensino sob o prisma da pedagogia crítica intercultural. Trabalharemos conceitos como, ancestralidade, autoconsciência, decolonialidade, língua, violência e cultura, com o objetivo de compreender as relações entre direitos humanos e educação emancipatória multicultural. Palavras-chave: Educação Multicultural; Ensino Secundário; Moçambique; Pluralismo Cultural; Políticas Educativas. |
| 27/10 | Iago Henrique Macedo de Almeida | Estudos Literários, Linguísticos e de Tradução | Daniel Everett e a tradução como questão cultural: filosofia da linguagem e problemas com a tradução de textos sagrados Autor: Iago Henrique Macedo de Almeida Co-autor: Danilo Vaz-Curado R. M. Costa Profundamente enraizada nas tradições do cristianismo, judaísmo e islamismo é a crença de que Deus se revelou na história e tal revelação assumiu forma verbal em sua Palavra escrita. A fé cristã, por exemplo, afirma que essa revelação verbal possui um papel específico na história da redenção e a mensagem nela contida possui relevância universal. É uma verdade pública que deve ser compartilhada com todas as pessoas de todos os povos e culturas. No debate filosófico contemporâneo, questões como a natureza da linguagem e sua relação com a cultura têm sido exploradas em conexão com suas implicações para a teoria da tradução. Contudo, a interface entre essas questões e a filosofia da religião, em especial possíveis problemas com relação à tradução de textos considerados revelação divina tem sido pouco pesquisada. Nesta pesquisa, pretendemos explorar essa lacuna a partir da posição do linguista Daniel Everett, que propõe uma relação simbiótica entre linguagem e cultura. Em “Dark Matter of the Mind: the culturally articulated unconscious” (2016), ele defende que viver culturalmente (isto é, em uma comunidade cultural) forma um background de estruturas de conhecimento e valores hierarquizados frequentemente implícito na comunicação humana e nos textos. A relação entre essa ‘matéria escura da mente’ ou este conhecimento tácito e a linguagem implica em dificuldades possivelmente insuperáveis no processo de tradução (especialmente se tratando de culturas muito distantes). Mais que isso, implica que nem todo conceito ou texto pode ser traduzido para todas as línguas e culturas. Propomos analisar como essa teoria da linguagem (e da cultura) pode constituir um problema especialmente para a fé cristã e sua visão de tradução bíblica; assim como apontar possíveis caminhos de solução. |
| 27/10 | Gabriel Barbosa Rossi da Silva | História, Memória e Globalização | Este trabalho propõe uma reflexão sobre as possibilidades de abordagem da obra de Carl Sagan (1934–1996) a partir da História Intelectual e da História das Ideias. Conhecido por sua atuação como cientista e divulgador da ciência, Sagan ocupou uma posição de mediação entre o conhecimento científico especializado e públicos mais amplos, participando de debates que ultrapassaram os limites da astronomia e envolveram temas como Guerra Fria, ameaça nuclear, exploração espacial, religião, pseudociência e o lugar da humanidade no cosmos. A análise parte do problema de como historicizar suas ideias sem reduzi-las nem a um reflexo automático de seu contexto, nem a uma leitura exclusivamente interna de seus textos. Para essa discussão, mobilizam-se as contribuições de François Dosse, Jean-François Sirinelli e Marco Antônio Lopes para a História Intelectual. A partir de Sirinelli, considera-se o intelectual como sujeito historicamente situado, inserido em redes de sociabilidade e participante da circulação de ideias no espaço público. Em diálogo com Dosse, procura-se compreender a produção intelectual a partir das relações entre textos, contextos, trajetórias e formas de apropriação, evitando a oposição rígida entre abordagens internalistas e externalistas. Marco Antônio Lopes, por sua vez, permite discutir a pluralidade de paradigmas que caracteriza a História Intelectual e os problemas metodológicos envolvidos na interpretação histórica das ideias. Propõe-se, assim, tomar Sagan não apenas como autor de determinadas concepções sobre ciência, mas como um intelectual mediador cuja produção deve ser analisada em suas condições históricas de elaboração, circulação e recepção. Dessa perspectiva, a História das Ideias permite investigar como discursos científicos adquirem novos sentidos ao circularem entre diferentes espaços sociais e culturais. |
| 27/10 | MARÇAL DE MENEZES PAREDES | História, Memória e Globalização | A REPÚBLICA POPULAR DA CHINA E OS MOVIMENTOS ANTICOLONIAIS NA ÁFRICA DE EXPRESSÃO PORTUGUESA: O TERCEIRO MUNDISMO E O FIM DO IMPÉRIO PORTUGUÊS NO CENÁRIO DA GUERRA FRIA GLOBAL Marçal de Menezes Paredes, Ph.D. (PUCRS, CNPq) Esta apresentação desenvolve um olhar atento para a influência da República Popular da China (RPC) no âmbito dos movimentos de libertação da África Lusófona. A partir da análise política da Conferência de Bandung (1955), percebe-se um incremento da ação política chinesa nas causas anticoloniais – o que complexifica o quadro genérico da Guerra Fria, pois, nela, a RPC irá paulatinamente assumir papeis relevantes, tanto política quanto ideologicamente. Particularmente no contexto das lutas pelo fim do Império Português, a influência chinesa merece relevo: mais que um apoio diplomático anticolonial, a RPC enviou professores, ativista e deu suporte prático aos movimentos políticos que lutaram pela independência de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, por exemplo. Mais que isso, importa salientar a inspiração alimentada pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), na estrutura conceitual e ideológico do Maoismo, que, à partir dos anos 1960 se expande em escala global. Esta pesquisa analise o cenário geopolítico desta escala muitas vezes negligenciada nos estudos sobre a Guerra Fria, colocando em evidência a história e a circulação de ideias políticas que conectaram a África à inserção chinesa no contexto de luta pelas independências da África e pelo fim do Império Colonial de Portugal naquele cenário. |
| 27/10 | Andressa Ahlert | "Implicações críticas no uso das tecnologias digitais na arte do sul global" | Sessão temática: Implicações críticas no uso das tecnologias digitais na arte do sul global. Coletas colaterais: vestígios digitais nos processos de criação artística A presente comunicação integra uma pesquisa de Mestrado em Poéticas Visuais em andamento, baseada na observação do próprio processo de trabalho, marcado pela coleta de coisas encontradas, seja materialmente, seja por meio da fotografia digital. O texto aborda, especificamente, os dados que as imagens fotografadas carregam e que não fazem parte da intenção artística no momento da captura, explorando e descrevendo aquilo que é coletado involuntariamente durante sua produção e armazenamento, com foco nos metadados de fotografias realizadas com o celular. Para isso, é realizada uma análise mista dos dados presentes na coleção de imagens que participam da criação artística. Para além dos pixels e do espaço de armazenamento, as imagens carregam informações como data e hora, resolução, formato, configurações da câmera e, eventualmente, localização. A partir do estudo de caso dos próprios documentos de trabalho, a comunicação aborda também outros possíveis vestígios digitais na criação artística, como as formas pelas quais a linguagem da internet se manifesta em obras produzidas em mídias tradicionais (ou “velhas tecnologias”), a remidiação como conceito operacional e o impacto da internet na produção de imagens de segunda geração. As imagens digitais carregam memória, não apenas a que ocupa espaço na pasta DCIM, no MicroSD ou na nuvem, mas também um conjunto de dados que as pessoas artistas podem não ter tido a intenção de apreender no momento da captura. Constituem, portanto, efeitos colaterais da coleta em meios digitais. Esses dados podem ser interessantes para a criação artística, inclusive provocando novos trabalhos. Ao mesmo tempo, observar aquilo que as imagens digitais carregam consigo permite refletir sobre as implicações da coleta de dados e da vigilância. Collateral collections: Digital traces in artistic creation processes This paper is part of an ongoing Master’s research in Visual Poetics, based on the observation of the artist’s own working process, characterized by the collection of found things, whether materially or through digital photography. The text specifically addresses the data carried by photographed images that are not part of the artistic intention at the moment of capture, exploring and describing what is collected unintentionally during their production and storage, focusing on the metadata of photographs taken with a cell phone. To this end, a mixed-method analysis is conducted on the data present in the collection of images involved in artistic creation. Beyond pixels and storage space, images carry information such as date and time, resolution, format, camera settings and, occasionally, location. Based on a case study of the artist’s own working documents, the paper also addresses other possible digital traces in artistic creation, such as the ways in which internet language manifests itself in works produced through traditional media (or “old technologies”), remediation as an operative concept, and the increased impact of the internet on the production of second-generation images. Digital images carry memory, not only in the form of what occupies space in the DCIM folder, on a MicroSD card, or in the cloud, but also as a set of data that artists may not have intended to apprehend at the moment of capture. They therefore constitute collateral effects of collection in digital media. These data may be relevant to artistic creation, including by prompting the development of new works. At the same time, observing what digital images carry with them allows for reflection on the implications of data collection and surveillance. |
| 27/10 | Vinicius Hartmann Ferreira | "Implicações críticas no uso das tecnologias digitais na arte do sul global" | Reflexões sobre a não neutralidade da tecnologia a partir de net.art A forma como as pessoas enxergam a realidade e como interagem com ela vem se transformando com as redes digitais, tornando difícil distinguir os limites entre o mundo virtual e o real. Ao mesmo tempo, construídos a partir de algoritmos treinados com um volume imenso de dados não curados, os sistemas de IA tendem a espelhar o conhecimento dominante, manifestando assim vieses que desconsideram saberes e epistemologias não hegemônicas. Neste sentido, o ambiente online torna-se uma extensão da cognição e da ação humana, o que inclui a propagação de discurso de ódio e de violência de gênero. O artivismo demonstra potencial para amplificar a voz de grupos minorizados e trazer para discussão temas como racismo e misoginia, manifestos nos ambientes virtuais tanto pelas pessoas quanto pelos sistemas de IA e interfaces. Assim, com o objetivo de promover reflexões sobre a não neutralidade das tecnologias e seus impactos na vida em sociedade, este projeto desenvolveu e apresenta duas obras de net.art intituladas “Quem é poeta no Rio Grande do Sul?” e “Poemas Interrompidos”. Desenvolvidas com a metodologia de pesquisa-criação, a primeira obra trata sobre o apagamento da contribuição de mulheres negras na produção de poesia e a segunda sobre o feminicídio e suas consequências. A partir destes trabalhos foi possível identificar que as tecnologias não são neutras, que seu uso indiscriminado em atividades de pesquisa carece de atenção e que a arte é um veículo potente para fazer refletir e educar a respeito de temas urgentes. Reflections on the non-neutrality of technology through net.art The way people perceive reality and interact with it has been transforming with digital networks, making it difficult to distinguish the boundaries between the virtual and real worlds. At the same time, built from algorithms trained on an immense volume of uncurated data, AI systems tend to mirror dominant knowledge, thereby manifesting biases that disregard non-hegemonic knowledges and epistemologies. In this sense, the online environment becomes an extension of human cognition and action, which includes the propagation of hate speech and gender-based violence. Artivism demonstrates the potential to amplify the voices of minoritized groups and bring topics such as racism and misogyny to the discussion, which are manifested in virtual environments both by people and by AI systems and interfaces. Thus, aiming to promote reflections on the non-neutrality of technologies and their impacts on society, this project developed and presents two net.art works titled “Who is a poet in Rio Grande do Sul?” and “Interrupted Poems”. Developed through a research-creation methodology, the first work addresses the erasure of Black women's contribution to poetry production, and the second deals with femicide and its consequences. From these works, it was possible to identify that technologies are not neutral, that their indiscriminate use in research activities requires attention, and that art is a powerful vehicle to foster reflection and educate on urgent topics. Sessão: Implicações críticas no uso das tecnologias digitais na arte do sul global. |
| 27/10 | Angie Catalina Quintero Rivera | "Implicações críticas no uso das tecnologias digitais na arte do sul global" | Sessão Temática: Implicações críticas no uso das tecnologias digitais na arte do sul global Entre corpo, dado e deslocamento: criação artística com tecnologias de leitura do movimento Esta pesquisa investiga o movimento do corpo como matéria de criação artística. Desenvolvida a partir de uma experiência de deslocamento entre a Colômbia e o Brasil, a pesquisa explora as relações entre corpo, território, tecnologia e criação. Por meio de ferramentas de leitura automatizada do movimento, como pose estimation e optical flow, registros audiovisuais são transformados em linhas, pontos, coordenadas, trajetórias e velocidades. Mais do que documentar o corpo, interessa à pesquisa acompanhar e explorar as passagens pelas quais o movimento se torna dado e, posteriormente, imagem. Essas traduções não são neutras. Os sistemas automatizados reconhecem determinados gestos, posturas e padrões de movimento, enquanto produzem lacunas, ruídos e imprecisões diante de outros corpos, espaços e modos de mover-se. Em vez de tratar essas falhas apenas como limites técnicos, o trabalho as incorpora como matéria de experimentação visual e como ocasião para interrogar os critérios de legibilidade inscritos nas tecnologias digitais. Situada entre territórios, línguas e infraestruturas urbanas distintas, a pesquisa propõe pensar a criação digital desde um corpo em deslocamento no sul global. O percurso entre corpo, dado e imagem torna-se, assim, um campo estético e crítico: um modo de criar com tecnologias que classificam e abstraem o movimento, ao mesmo tempo em que se tornam visíveis seus limites, suas ausências e as relações de poder que atravessam suas formas de ver. |
| 27/10 | Fernanda Görski da Rocha | Comunicação, Artes e Mídia | Inquietações cotidianas: coletas digitais e analógicas. Como artista, meu olhar está voltado ao banal, aos pequenos fragmentos do cotidiano que ainda assim carregam todas as grandes estruturas políticas e sociais. Esta pesquisa, situada no campo das poéticas visuais, ainda na fase inicial, se propõe a produzir trabalhos artísticos que partem da coleta de elementos presentes no meu cotidiano. Pequenos objetos encontrados na rua assim como print screens e gifs são coletados de diferentes lugares sendo matéria prima para realização dos trabalhos. Por meio da articulação entre as práticas teórica e poética, os objetivos específicos da pesquisa são: investigar as possibilidades da coleta como modo operatório, produzir trabalhos que passam por alguma mediação tecnológica durante seu processo de criação e criar trabalhos poéticos na internet subvertendo as lógicas de plataformas big tech. Para pensar na ação de coletar como conceito operatório com foco no processo, sem a criação de uma coleção organizada, trago como referencial Ursula K Le Guin e Lévi Strauss. Estas coletas ocorrem de forma digital e analógica por meio de anotações, listas, prints screens e imagens que me chamam atenção. Como a ação de coletar engloba o espaço digital, outra questão interessante à pesquisa parte da presença constante das tecnologias digitais no meu dia a dia, seja na relação com internet, redes sociais, computadores, mas também nas implicações referentes à vigilâncias e coleta de dados. Dialogando com autores como Domenico Quaranta, Giselle Beiguelman Evgeny Morozov e Andrea Giunta trago questões sobre processos artísticos que sejam atravessado por tecnologias digitais, sem ser pelo viés de questões simplesmente estéticas e sim de uma escolha planejada, levando em conta o meio junto de seus contextos políticos, sociais e culturais. Pensando na subversão enquanto potencial poético de produção no sul global, questionando lógicas big tech e investigando outros modos de fazer. Everyday inquietudes: digital and analog collecting. As an artist, my gaze is turned towards the mundane, the small fragments of everyday life that nevertheless carry all the great political and social structures. This research, situated in the field of visual poetics and still in its initial phase, aims to produce artistic works that stem from the collection of elements present in my daily life. Small objects found on the street, as well as screenshots and GIFs gathered from various sources, serve as the raw material for these works. Through the articulation between theoretical and poetic practices, the specific objectives of this research are: to investigate the possibilities of data collection as an operational mode, to produce works that undergo some technological mediation during their creation process, and to create poetic works on the internet subverting the logic of big tech platforms. To consider the act of collecting as an operational concept focused on the process, without the creation of an organized collection, I draw on the work of Ursula K. Le Guin and Lévi-Strauss. These collections occur both digitally and analogically through notes, screenshots, and images. Since the act of collecting extends into the digital realm, another compelling aspect of the research stems from the constant presence of digital technologies in my daily life—not only in my interactions with the internet and computers but also regarding the implications of surveillance and data collection. Engaging with authors such as Domenico Quaranta, Giselle Beiguelman, Evgeny Morozov, and Andrea Giunta, I explore artistic processes shaped by digital technologies—approaching them not merely through an aesthetic lens, but as deliberate choices that consider the medium alongside its political, social, and cultural contexts. Thinking about subversion as a poetic potential for production in the global south, questioning big tech logics and investigating alternative ways of making. |
| 27/10 | Luísa Onofre da Silveira | Comunicação, Artes e Mídia | Esta pesquisa poética investiga a problemática do desaparecimento e da efemeridade da net arte, partindo da premissa que a instabilidade da internet e a rápida obsolescência tecnológica ameaçam a preservação da memória e da arte digital. Aborda tensões entre a natureza volátil das obras online e dos modelos tradicionais de catalogação e acervo, que frequentemente negligenciam produções imateriais e movediças, resultando no desaparecimento da produção nacional. Desenvolvido em conjunto com a pesquisa, meu trabalho artístico parte da construção de um website que é projetado para performar sua própria decadência, transformando falhas como corrupção de dados e quebras de hiperlinks em objeto estético, explorando o desaparecimento e memória como conceitos poéticos e expondo a "instável estabilidade" da internet e a fragilidade da preservação online. A memória é um nó conceitual, pois a natureza da net arte rompe com o ideal de permanência das artes visuais; obras podem desaparecer com um simples clique ou com a obsolescência de hardwares e softwares. Busco novas possibilidades contidas no "ultrapassado", referente ao avanço da Web 2.0, retomando e explorando uma nova expressividade (próxima à Web 1.0), mantendo vivo o espírito da arte feita "para" e "pela" rede. Operacionalmente, a relação entre conceitos e prática define o papel da escrita acadêmica nesta pesquisa: uma vez que o site é projetado para tornar-se ausente, a documentação (por meio de registros, capturas de tela e vídeos) assume um papel metodológico central, funcionando como rastro de uma existência efêmera. Dialogando com autores como Débora Gasparetto, Maria Amélia Bulhões, Fábio FON, Rosalind Krauss e a artista Olia Lialina, exploro a arte não como mera experimentação, mas como criação que subverte a lógica da permanência e utiliza das limitações e vulnerabilidades do meio para construir um discurso crítico sobre suas complexas relações entre memória e esquecimento na contemporaneidade. This poetic research investigates the problematic nature of disappearance and ephemerality in net art, based on the premise that the internet's instability and rapid technological obsolescence threaten the preservation of memory and digital art. It addresses tensions between the volatile nature of online artworks and traditional models of cataloguing and archiving, which often overlook immaterial and volatile forms of production, resulting in the disappearance of national artistic production. Developed alongside the research, my artistic practice begins with the construction of a website designed to perform its own decay, transforming failures such as data corruption and broken hyperlinks into aesthetic objects. It explores disappearance and memory as poetic concepts while exposing the “unstable stability” of the internet and the fragility of online preservation. Memory constitutes a conceptual node, as the nature of net art disrupts the ideal of permanence associated with visual arts; works may disappear with a simple click or through the obsolescence of hardware and software. I seek new possibilities contained within the “obsolete,” in relation to the advancement of Web 2.0, revisiting and exploring a new form of expressiveness akin to Web 1.0, while keeping alive the spirit of art made “for” and “by” the network. Operationally, the relationship between concepts and practice defines the role of academic writing in this research: since the website is designed to become absent, documentation (through records, screenshots, and videos), assumes a central methodological role, functioning as a trace of an ephemeral existence. In dialogue with authors such as Débora Gasparetto, Maria Amélia Bulhões, Fábio FON, Rosalind Krauss, and artist Olia Lialina, I explore art not merely as experimentation, but as a form of creation that subverts the logic of permanence and makes use of the medium’s limitations and vulnerabilities to construct a critical discourse on its complex relationships between memory and forgetting in contemporary times. |
| 27/10 | Selma Pereira / Adérito Fernandes-Marcos | Comunicação, Artes e Mídia | A incontrolabilidade como condição da experiência estética pós-digital A condição pós-digital caracteriza-se não pela superação do digital, mas pela sua integração quotidiana nos processos através dos quais experienciamos, representamos e atribuímos significado ao mundo. Neste contexto, as narrativas biográficas audiovisuais constituem espaços de construção identitária, memória e mediação cultural, nos quais experiências individuais são reconfiguradas e transformadas em memória partilhada. A crescente intervenção da inteligência artificial nestes processos introduz, contudo, uma nova camada de mediação: algoritmos seleccionam, organizam, amplificam e participam na configuração estética das narrativas, problematizando as fronteiras entre autoria humana, agência tecnológica e experiência. Partindo do conceito de “incontrolabilidade” proposto por Hartmut Rosa, esta reflexão procura compreender a estética pós-digital como território de tensão entre a crescente capacidade tecnológica de tornar o mundo calculável, previsível e disponível e aquilo que, na experiência humana, permanece imprevisível e não programável. Rosa argumenta que a modernidade procura tornar o mundo controlável, embora seja precisamente no encontro com o incontrolável que emerge a possibilidade de uma relação transformadora e ressonante com o mundo. Propõe-se, assim, pensar a narrativa biográfica pós-digital não apenas como produto de mediações tecnológicas, mas como espaço de negociação entre controlo algorítmico e ressonância humana. Nesta perspectiva, memória, identidade e diversidade cultural constituem dimensões que resistem à completa previsibilidade tecnológica, permitindo compreender a estética pós-digital como uma estética relacional, híbrida e potencialmente ressonante. |
| 27/10 | Leandra Domínguez Muñoz | "Teologia, Diálogo Intercultural e Espiritualidade" | Título: La identidad cultural, racial y religiosa en niños y adolescentes de familias practicantes del sistema mágico religioso Osha-Ifá en Cuba. Resumen La ponencia aborda los procesos de construcción identitaria en niños y adolescentes que crecen en familias practicantes del sistema religioso Osha-Ifá, también conocido como Regla de Osha o Santería. A través de un enfoque multidisciplinario que integra la Antropología de la religión, la Filosofía de la identidad y la Historia social del Caribe, se analiza cómo los valores pilares de este sistema —el Iwa Pele (buen carácter), la veneración a los ancestros (Eggun) y la noción de comunidad extendida o familia religiosa— operan como vectores de subjetivación en las primeras edades. Se examina el entorno ritual como un habitus específico (en el sentido bourdieuano) donde el infante no solo aprende un corpus teológico, sino que incorpora —literalmente, a través del cuerpo— una ética y una estética afrodiaspórica. Se contrasta esta experiencia con la de niños de familias no practicantes, para quienes el estigma social y el "racismo religioso" suelen mediar su percepción del sistema Osha-Ifá, generando un fenómeno de extrañamiento cultural. Finalmente, se abordan los desafíos contemporáneos que enfrenta la transmisión intergeneracional de esta tradición, dígase la mercantilización de los rituales, las tensiones entre ortodoxia y modernidad, y la necesidad de una pedagogía decolonial que valide estas identidades en los espacios educativos formales. Palabras clave: Sistema Osha-Ifá o Santería, Identidad cultural, Identidad Identidad religiosa, niños, adolescentes. |
| 27/10 | Marcela Alvarez Pardo | "Teologia, Diálogo Intercultural e Espiritualidade" | Ela não tem o Papa, mas tem o Povo: O Culto a Sarita Colonia. A devoção a santa popular Sarita Colonia chama atenção por seu acolhimento a grupos historicamente estigmatizados e marginalizados pela sociedade e pela Igreja hegemônica, como, por exemplo, trabalhadores informais, mães solteiras, profissionais do sexo, travestis e criminosos. Sarita teve uma vida cercada de privações, assim como muitas mulheres de seu tempo, mas, após seu falecimento prematuro, foi lembrada como caridosa e “quase freira”. Seu sepultamento ocorreu numa vala comum e deu início a um culto marcado não só por sua curiosa subversão social, mas por mesclar o catolicismo tradicional com práticas comuns das tradições religiosas nativas dos Andes. Como a devoção popular a Sarita Colonia articula a tensão entre o catolicismo tradicional, as práticas religiosas andinas e o acolhimento a grupos socialmente estigmatizados? Realizou-se uma pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico e documental onde é feita uma reconstituição histórica da trajetória de Sarita Colonia, caracterização dos grupos marginalizados que compõem sua base devocional e mapeamento dos elementos de hibridismo entre o catolicismo e a religiosidade andina. Conclui-se que o culto contesta a colonialidade do crer e coloca os sujeitos marginalizados no centro da reflexão teológica, convertendo a margem urbana em um locus sacro de dignidade. |
| DATA | Nome completo | Eixo Temático / Sessão Temática | Resumo |
| 28/10 | Yasmany Herrera Borrero | "Ecossistema Digital do Sul Global: Disputas de Sentido, Mediações e Transformações Socioculturais" | Subjetividad lúdica: emergencia conceptual y dimensiones para el análisis de la cultura de los videojuegos La subjetividad y su análisis han sido temas constantes en las agendas de investigación de las Ciencias Sociales. Su comprensión nos coloca frente al modo en que interpretamos el mundo y tiene en cuenta las condiciones materiales que median las apropiaciones de la realidad. La recomposición de las subjetividades está relacionada con la afiliación de los actores sociales a modos específicos de entender el mundo y participar de las resonancias que supone reproducir formas simbólicas específicas que configuran la relación con el mundo social. A las subjetividades hay que pensarlas en su diversidad y es preciso nombrarlas adecuadamente. El ocio, y en particular, el videojuego constituyen actividades relevantes, no solo porque ocupan un espacio y significación mayor entre las actividades humanas, sino porque sus lógicas y dinámicas actualmente permean con fuerza la vida social. Este trabajo se propone analizar la videoludificación de dominios como el trabajo y las relaciones sociales lo que supone un cambio esencial en el lugar que ocupan el ocio y los videojuegos que han pasado de ser marginales a ser centrales en nuestras vidas. Es por eso que una categoría como la subjetividad lúdica es fundamental para comprender cómo se configuran las relaciones sociales y las interacciones que reproducen y comparten lógicas videolúdicas para habitar territorios físicos y simbólicos, desempeñar tareas e interpretar la realidad de manera situada. Este trabajo somete a debate esa categoría y también explora a través de dimensiones como afectividad, disciplinamiento, mediatización, práctica y experiencia su potencia explicativa la cual que se observó a través de las narrativas de los jugadores entrevistados. Finalmente la investigación permite precisar a través de los resultados que la subjetividad lúdica expresa diferencias de clase y género que proceden de la cultura dominante y que subsisten en la cultura de los videojuegos. Ludic Subjectivity: Conceptual Emergence and Analytical Dimensions for the Study of Video Game Culture Subjectivity and its analysis have been recurrent topics in the research agendas of the Social Sciences. Understanding subjectivity confronts us with the ways in which we interpret the world while taking into account the material conditions that mediate our apprehension of reality. The recomposition of subjectivities is related to the affiliation of social actors with specific ways of understanding the world and participating in the resonances involved in reproducing particular symbolic forms that shape their relationship with the social world. Subjectivities must therefore be considered in their diversity, and it is necessary to name them adequately.Leisure, and video games in particular, have become relevant activities, not only because they occupy an increasingly significant place among human activities, but also because their logics and dynamics currently permeate social life with considerable force. This paper analyzes the videoludification of domains such as work and social relationships, which entails an essential transformation in the place occupied by leisure and video games, which have shifted from being marginal to becoming central to our lives.For this reason, a category such as ludic subjectivity is fundamental to understanding how social relationships and interactions are configured through the reproduction and sharing of videoludic logics, allowing individuals to inhabit physical and symbolic territories, perform tasks, and interpret reality in situated ways. This paper subjects this category to discussion and explore it through dimensions such as affectivity, discipline, mediatization, practice, and experience, given its explanatory potential as observed through the narratives of the players interviewed.Finally, the research results make it possible to specify that ludic subjectivity expresses class and gender differences that stem from dominant culture and persist within video game culture. |
| 28/10 | Roxana Romero Rodríguez | "Ecossistema Digital do Sul Global: Disputas de Sentido, Mediações e Transformações Socioculturais" | Interculturalidad y medios de comunicación: propuesta de articulación para la relación entre China y América Latina |
| 28/10 | Beatriz Vaillant Rodríguez | "Ecossistema Digital do Sul Global: Disputas de Sentido, Mediações e Transformações Socioculturais" | Configuración y articulación de ciudadanía mediática en plataformas sociodigitales en Cuba. Análisis de tres perfiles de mujeres líderes de opinión en Facebook. |
| 28/10 | Ailén Fonseca Martínez | "Ecossistema Digital do Sul Global: Disputas de Sentido, Mediações e Transformações Socioculturais" | Hegemonía algorítmica y subjetividades políticas en la comunicación digital de Javier Milei. |
| 28/10 | Yoan Sebastian Amaya Falcón | "Ecossistema Digital do Sul Global: Disputas de Sentido, Mediações e Transformações Socioculturais" | La reconfiguración de las extremas derechas en América Latina constituye uno de los fenómenos políticos más relevantes de las últimas décadas. Su expansión no puede ser explicada únicamente a partir de factores electorales, económicos o institucionales, sino que requiere atender a los procesos de producción de subjetividades políticas mediante los cuales determinados actores sociales son interpelados, identificados y movilizados. En este contexto, los discursos de odio adquieren una dimensión política que trasciende la expresión individual de intolerancia, participan en la construcción de antagonismos, en la definición de un "nosotros" y un "ellos" y en la producción de figuras sociales presentadas como amenazas al orden político, moral y cultural. El presente artículo analiza los discursos de odio como mecanismos de subjetivación política en el proceso de reconfiguración de las nuevas derechas latinoamericanas. Desde una perspectiva de pensamiento crítico latinoamericano, se establece un diálogo entre la teoría de la hegemonía de Antonio Gramsci, la teoría del discurso y del antagonismo de Ernesto Laclau y las contribuciones de Enrique Dussel y Aníbal Quijano sobre poder, exclusión, colonialidad y constitución del sujeto político. Se sostiene que los discursos de odio pueden funcionar como dispositivos de articulación de malestares, afectos y demandas heterogéneas, contribuyendo a la construcción de identidades políticas antagonistas y a la disputa por el sentido común. A partir de una lectura comparativa de expresiones discursivas asociadas a las nuevas derechas latinoamericanas, se argumenta que el odio no constituye un elemento periférico de estos proyectos políticos, sino uno de los mecanismos mediante los cuales producen subjetividades, delimitan fronteras políticas y disputan la hegemonía. |
| 28/10 | Oscar Pérez Portales | "Ecossistema Digital do Sul Global: Disputas de Sentido, Mediações e Transformações Socioculturais" | Democratização da significação: Imagens de IA, Significantes Vazios e produção de subjetividade no #PecDaBandidagem. |
| 28/10 | Ana Alice Froener Dutra | Estudos Globais, Migrações e Conflitos | O artigo analisa a diversidade de culturas políticas entre os países do BRICS+ e suas possíveis implicações para a cooperação internacional. Embora a convergência de valores ideológicos seja um pressuposto teórico clássico para a cooperação internacional, investiga-se, com suporte da literatura sobre cultura política, se os membros do grupo compartilham valores políticos semelhantes ou apresentam orientações distintas. A pesquisa utiliza dados da sétima onda do World Values Survey (WVS) e indicadores da Freedom House para examinar percepções sobre democracia, autoridade, religião e legitimidade institucional em nove países do BRICS+. Os resultados indicam a coexistência de importantes convergências, como a ampla valorização das eleições livres, e diferenças significativas quanto à aceitação de lideranças fortes, ao papel da religião na política e às percepções sobre o funcionamento democrático. Conclui-se que a cultura política dos países do BRICS+ é marcada por uma combinação de valores compartilhados e orientações diversas, sugerindo que a heterogeneidade política não impede, por si só, a construção de espaços de cooperação internacional. |
| 28/10 | Antônio Carlos da Rocha Costa | Estudos Globais, Migrações e Conflitos | Este artigo articula a noção kantiana de Cosmopolitismo, e o programa político que Kant propôs para realizá-la, com a noção de Eticidade que Hegel introduziu em sua Filosofia do Direito, para definir uma noção de Estado planetário que seja não uma utopia, mas um objetivo concretamente realizável através de uma mobilização política comunitária em escala global. As duas principais formas de Estado planetário, o Estado planetário democrático (baseado em um Governo mundial centrado em uma organização mundial que congregue democraticamente a totalidade dos países do mundo) e o Estado planetário imperial (baseado no Governo de um único país capaz de comando imperial sobre a totalidade dos outros países do mundo) são analisadas em algum detalhe. O artigo aponta quais são os principais fatores impulsionadores em direção a uma ou outra dessas formas de Estado planetário: o consenso voluntário de todos os países do mundo em direção ao Estado planetário democrático e o consenso imposto a eles por uma superpotência político-econômica atuante no mundo. Em uma conclusão pessimista, o artigo sugere que já se encontra em andamento a constituição do fator que impulsiona o planeta em direção ao Estado planetário imperial. ---- This paper articulates the Kantian notion of Cosmopolitanism—and the political program Kant proposed to realize it—with the notion of Ethicity that Hegel introduced in his Philosophy of Right, to define a concept of a Planetary state that is not a utopia but a concretely achievable goal through a Communitarian-based political mobilization on a global scale. The two main forms of a Planetary state—the Democratic planetary state (based on a world government centerer on a global organization that democratically brings together all the countries of the world) and the Imperial planetary state (based on the government of a single country capable of exercising imperial control over all other countries of the world)—are analyzed in some detail. The article identifies the main driving factors toward one or the other of these forms of Planetary state: the voluntary consensus of all the world’s countries toward the Democratic planetary state, and the consensus imposed on them by a political-economic superpower active on the world stage. In a pessimistic conclusion, the article suggests that the factor driving the planet toward an Imperial planetary state is already taking shape. |
| 28/10 | Bianca Obetine Magnus | Estudos Globais, Migrações e Conflitos | O PERCURSO HISTÓRICO DA SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL NO PROCESSO DE LUTA DE LIBERTAÇÃO EM TIMOR-LESTE (1974-1999) O presente trabalho propõe analisar o papel da solidariedade internacional no processo de luta de libertação de Timor-Leste entre 1974 e 1999, inserindo-se no contexto das dinâmicas transnacionais que marcaram o período da Guerra Fria e da nova ordem global pós conflito e suas reverberações no Sul Global. Parte-se do problema de compreender de que forma redes internacionais de apoio contribuíram para a visibilidade da causa timorense e para a pressão diplomática que culminou no processo de independência. O objetivo central é investigar a atuação de grupos de ativistas e de solidariedade, e compreender suas articulações com a resistência timorense, tanto no interior quanto na diáspora. O trabalho desenvolve-se a partir da análise de fontes documentais, como boletins militantes e publicações de grupos de apoio, além do diálogo com a historiografia recente sobre ativismo transnacional e História Global. Os resultados apontam que a solidariedade internacional desempenhou um papel fundamental na internacionalização do conflito, contribuindo para a construção de narrativas de denúncia, mobilização da opinião pública e pressão sobre organismos internacionais. Conclui-se que essas redes não apenas atuaram como suporte externo, mas também como agentes ativos na formulação de discursos e estratégias políticas, evidenciando a importância das conexões transnacionais na compreensão do processo de independência de Timor-Leste. THE HISTORICAL TRAJECTORY OF INTERNATIONAL SOLIDARITY IN THE STRUGGLE FOR INDEPENDENCE IN TIMOR-LESTE (1974–1999) This paper aims to analyze the role of international solidarity in the struggle for independence in Timor-Leste between 1974 and 1999, situating it within the context of transnational dynamics that shaped the Cold War period and the new post-conflict global order, as well as their reverberations in the Global South. The study is guided by the problem of understanding how international support networks contributed to increasing the visibility of the Timorese cause and to generating diplomatic pressure that ultimately led to the process of independence. The main objective is to investigate the actions of activist and solidarity groups and to understand their articulations with the Timorese resistance, both internally and within the diaspora. The research is based on the analysis of documentary sources, such as activist newsletters and publications produced by support groups, in addition to engaging with recent historiography on transnational activism and Global History. The findings indicate that international solidarity played a fundamental role in the internationalization of the conflict, contributing to the construction of advocacy narratives, the mobilization of public opinion, and pressure on international organizations. It is concluded that these networks functioned not only as external support, but also as active agents in the formulation of political discourses and strategies, highlighting the importance of transnational connections in understanding the independence process of Timor-Leste. |
| 28/10 | Kauany Postay Luppi | Estudos Globais, Migrações e Conflitos | A Transformação da Política de Defesa Japonesa no Pós-Segunda Guerra Mundial e a Ascensão da China como Justificativa para a Remilitarização Contemporânea. A política de defesa do Japão passou por transformações importantes desde o fim da Segunda Guerra Mundial, momento em que adotou uma postura predominantemente pacifista, até a atual ampliação de suas capacidades de defesa no Leste Asiático. Nesse contexto, a presente pesquisa, ainda em desenvolvimento, busca compreender de que maneira as mudanças no ambiente internacional, especialmente a ascensão da China e a transformação das dinâmicas de segurança regional, influenciaram a reformulação das políticas de defesa japonesas contemporâneas. O objetivo é analisar como as pressões do sistema internacional são percebidas e convertidas pelo Estado japonês em mudanças de sua política de defesa. Para isso, o trabalho aborda a formação da política de defesa japonesa no pós-guerra, visto a ocupação norte-americana, o pacifismo e a construção da aliança entre Japão e Estados Unidos; apresenta o Realismo Neoclássico como referencial teórico, considerando o complexo de segurança do Leste Asiático; e analisa documentos estratégicos japoneses e discursos de lideranças políticas, com destaque para o período do governo de Shinzo Abe. A hipótese que orienta a pesquisa é a de que a transformação da política de defesa japonesa está relacionada às mudanças no ambiente estratégico do Leste Asiático, especialmente à ascensão da China e à percepção desta como uma ameaça à segurança regional, mas que essa relação é mediada pela forma como tais mudanças são interpretadas pelos tomadores de decisão japoneses e pelas condições internas do Estado. Dessa forma, a pesquisa busca compreender em que medida a ascensão chinesa contribuiu para as atuais mudanças na política de defesa japonesa, sem estabelecer, neste momento, conclusões definitivas sobre a hipótese investigada. The Transformation of Japanese Defense Policy after the Second World War and the Rise of China as a Justification for Contemporary Remilitarization. Japan’s defense policy has undergone significant transformations since the end of the Second World War, when the country adopted a predominantly pacifist posture, to the current expansion of its defense capabilities in East Asia. In this context, the present research, which is still under development, seeks to understand how changes in the international environment, particularly the rise of China and the transformation of regional security dynamics, have influenced the reformulation of contemporary Japanese defense policies. The objective is to analyze how pressures from the international system are perceived and translated by the Japanese state into changes in its defense policy. To this end, the study examines the formation of Japanese defense policy in the postwar period, considering the American occupation, pacifism, and the development of the Japan–United States alliance; presents Neoclassical Realism as its theoretical framework, considering the East Asian security complex; and analyzes Japanese strategic documents and political leaders’ speeches, with particular emphasis on the government of Shinzo Abe. The hypothesis guiding the research is that the transformation of Japanese defense policy is related to changes in the strategic environment of East Asia, particularly the rise of China and its perception as a threat to regional security, but that this relationship is mediated by how these changes are interpreted by Japanese decision-makers and by the state’s domestic conditions. Thus, the research seeks to understand the extent to which China’s rise has contributed to current changes in Japanese defense policy, without establishing, at this stage, definitive conclusions regarding the hypothesis under investigation. |
| 28/10 | Pedro Henrique Luzzi | Estudos Globais, Migrações e Conflitos | O presente trabalho analisa os desafios e as oportunidades para a progressão da cooperação trilateral entre China, Japão e Coreia do Sul (CJK), investigando como essa parceria foi construída, quais fatores sustentam sua continuidade e quais obstáculos limitam seu aprofundamento. A pesquisa adota uma abordagem exploratório-dedutiva e utiliza o construtivismo como principal referencial teórico, articulando-o com contribuições das correntes realista e neoliberal para compreender as dinâmicas de poder, cooperação e institucionalização presentes no Nordeste Asiático. Como base analítica, o estudo apresenta os conceitos de minilateralismo, cooperação triangular, Triângulo Estratégico e Triângulos Competitivo-Cooperativos, aplicando-os à relação CJK e ao processo de institucionalização representado pelo Trilateral Cooperation Secretariat (TCS). Além disso, contextualiza historicamente as relações entre os três países a partir do pós-Guerra Fria e do processo de “asianização”, caracterizado pela intensificação das interações econômicas, políticas e socioculturais na Ásia. A pesquisa busca avaliar se a cooperação trilateral é sustentada principalmente pelos benefícios gerados aos seus membros ou pelo papel institucional do TCS na mediação de conflitos e na manutenção do diálogo regional, contribuindo para o debate sobre o futuro da integração e da governança no Leste Asiático. |
| 28/10 | Saulo Freire Landgraf | Estudos Globais, Migrações e Conflitos | O presente artigo busca fazer uma breve reconstrução da evolução do conceito ocidental de guerra até o conceito Hegel-clausewitziano. Para isso, parte-se de uma primeira determinação seguindo a tradição de Cícero e Grotius: a guerra concebida como simples uso da força – revelando o aspecto empírico e imediato do fenômeno. Em seguida, passa-se a segunda abordagem, marcada pelo dualismo entre guerra e paz, em que Hobbes, Montesquieu e Kant inserem a guerra em uma relação política mais ampla: para Hobbes, como condição do estado de natureza; para Montesquieu, como consequência da desigualdade produzida pela sociedade; e para Kant, como estado natural a ser superado pela razão prática e pela criação de uma federação de povos livres (foedus pacificum). Embora relevantes, o estudo revela que essas concepções, ao não captarem a essência viva do fenômeno, permanecem limitadas. É nesse ponto que Clausewitz, inspirado no idealismo alemão, introduz sua contribuição decisiva, ao conceber a guerra como uma trindade paradoxal composta por violência irracional (blinder Naturtrieb), política (dem bloßen Verstande) e presença de espírito (freien Seelentätigkeit). Em seguida, procura-se aproximar a estrutura clausewitziana da filosofia de Hegel, com destaque para a perspectiva dialética da suprassunção (Aufhebung), na medida em que conserva as definições anteriores, mas as eleva a um patamar superior de compreensão. Nesse sentido, a guerra não é um objeto passivo a ser classificado em gerações ou tipos estanques, mas um processo histórico em constante movimento, em que cada nova forma integra e transforma as anteriores. Destaca-se algumas interpretações equivocadas da trindade, como a político-social do General Powell ou a trindade divina de Strachan. A análise conclui que, mesmo diante da crescente sofisticação tecnológica, a guerra continua a exigir presença humana e a decisão política. As antigas determinações não desaparecem, mas permanecem suprassumidas: guardadas, conservadas e encerradas em novas determinações do fenômeno bélico. Palavras-chave: Guerra; Clausewitz; Hegel; Kant; Hobbes. |
| 28/10 | Saulo Freire Landgraf | Estudos Globais, Migrações e Conflitos | Título: "Suprassunção do Conceito de Guerra: evolução e importância do conceito na ótica Hegel-clausewitziano" Resumo O artigo busca fazer uma breve reconstrução da evolução do conceito ocidental de guerra até o conceito Hegel-clausewitziano. Para isso, parte-se de uma primeira determinação seguindo a tradição de Cícero e Grotius: a guerra concebida como simples uso da força – revelando o aspecto empírico e imediato do fenômeno. Em seguida, passa-se a segunda abordagem, marcada pelo dualismo entre guerra e paz, em que Hobbes, Montesquieu e Kant inserem a guerra em uma relação política mais ampla: para Hobbes, como condição do estado de natureza; para Montesquieu, como consequência da desigualdade produzida pela sociedade; e para Kant, como estado natural a ser superado pela razão prática e pela criação de uma federação de povos livres (foedus pacificum). Embora relevantes, o estudo revela que essas concepções, ao não captarem a essência viva do fenômeno, permanecem limitadas. É nesse ponto que Clausewitz, inspirado no idealismo alemão, introduz sua contribuição decisiva, ao conceber a guerra como uma trindade paradoxal composta por violência irracional (blinder Naturtrieb), política (dem bloßen Verstande) e presença de espírito (freien Seelentätigkeit). Em seguida, procura-se aproximar a estrutura clausewitziana da filosofia de Hegel, com destaque para a perspectiva dialética da suprassunção (Aufhebung), na medida em que conserva as definições anteriores, mas as eleva a um patamar superior de compreensão. Nesse sentido, a guerra não é um objeto passivo a ser classificado em gerações ou tipos estanques, mas um processo histórico em constante movimento, em que cada nova forma integra e transforma as anteriores. Destaca-se algumas interpretações equivocadas da trindade, como a político-social do General Powell ou a trindade divina de Strachan. A análise conclui que, mesmo diante da crescente sofisticação tecnológica, a guerra continua a exigir presença humana e a decisão política. As antigas determinações não desaparecem, mas permanecem suprassumidas: guardadas, conservadas e encerradas em novas determinações do fenômeno bélico. Palavras-chave: Guerra; Clausewitz; Hegel; Kant; Hobbes. Abstract This article seeks, through renowned authors, to provide a brief reconstruction of the evolution of the Western concept of war up to the Clausewitzian conception. To this end, it begins with a first determination following the tradition of Cicero and Grotius: war conceived as the simple use of force – revealing the empirical and immediate aspect of the phenomenon. It then proceeds to a second approach, marked by the dualism between war and peace, in which Hobbes, Montesquieu, and Kant situate war within a broader political relation: for Hobbes, as a condition of the state of nature; for Montesquieu, as a consequence of the inequality produced by society; and for Kant, as a natural state to be overcome by practical reason and by the creation of a federation of free peoples (foedus pacificum). Although relevant, the study shows that these conceptions, by failing to capture the living essence of the phenomenon, remain limited. At this point, Clausewitz – drawing inspiration from German Idealism – introduces his decisive contribution by conceiving war as a paradoxical trinity composed of irrational violence (blinder Naturtrieb), policy (dem bloßen Verstande), and presence of mind (freien Seelentätigkeit). The article then seeks to relate the Clausewitzian structure to Hegel’s philosophy, particularly emphasizing the dialectical perspective of sublation (Aufhebung), insofar as it preserves earlier definitions while elevating them to a higher level of comprehension. In this sense, war is not a passive object to be classified into generations or rigid types, but a historical process in constant movement, in which each new form integrates and transforms the preceding ones. The article also highlights some mistaken interpretations of the trinity, such as General Powell’s socio-political reading or Strachan’s “divine trinity.” The analysis concludes that, despite increasing technological sophistication, war continues to require human presence and political decision. Earlier determinations of war do not disappear but remain sublated – retained, preserved, and incorporated into new determinations of the war phenomenon. Keywords: War; Clausewitz; Hegel; Kant; Hobbes. |
| 28/10 | Solanch Mederos López | Estudos Globais, Migrações e Conflitos | El pensamiento de Lélia González aporta un marco analítico para una crítica del sesgo algorítmico desde la realidad de América Latina. La expansión de sistemas automatizados en áreas como la salud, el crédito, la seguridad y la selección laboral, ha revelado casos de discriminación racial algorítmica, continuamente. Los paradigmas hegemónicos tratan este fenómeno como un fallo técnico corregible, a través de ajustes de datos o modelos, descuidando su dimensión política y racial. En este contexto es evidente la carencia significativa en la literatura: falta una articulación entre el afrofeminismo latinoamericano y la crítica de la gubernamentalidad algorítmica a las nuevas formas de poder desde el sesgo algorítmico pero que esta debe ser ampliada a partir de la crítica a los mecanismos estructurales del racismo a lo que puede aportar mucho el afrofeminismo. En ese sentido, el objetivo del presente trabajo es analizar críticamente las formas de sesgo racial a partir de los conceptos racismo por denegación, racismo por omisión y triple discriminación de Lélia González, articulados con los debates contemporáneos sobre la gubernamentalidad algorítmica con el fin de proponer un marco epistemológico alternativo para comprender y combatir la discriminación algorítmica desde realidades latinoamericanas y del Sur Global. Para lograr este objetivo se desplegará una investigación teórico-filosófica de carácter cualitativo que reconstruye sistemáticamente los conceptos de Lélia González y los articula con la crítica a la gubernamentalidad algorítmica (Rouvroy, Berns y Barth) así como los estudios de casos documentados de sesgo racial en sistemas de reconocimiento facial (Gender Shades, Buolamwini y Gebru), evaluación de riesgo de salud (Obermeyer) y justicia penal (COMPAS). A partir de este abordaje, el análisis sostiene que el sesgo algorítmico no es una falla técnica, sino política, pues hereda, amplifica y naturaliza las desigualdades raciales preexistentes, operando como una forma contemporánea de racismo por denegación: niega el prejuicio mientras se reproducen jerarquías raciales bajo la aparente objetividad matemática. El enfoque de Lélia González revela dimensiones de la opresión tecnológica, invisibilizadas por el eurocentrismo, señalando la necesidad de debate público sobre valores y de una epistemología afrofeminista de la Inteligencia Artificial. |
| 28/10 | Yan Pedrini | Estudos Globais, Migrações e Conflitos | Redes asiáticas de solidariedade e o movimento antiapartheid global: uma análise do Anti-apartheid Asia Oceania Workshop (1988) Esta pesquisa analisa a mobilização civil e a circulação de conhecimento sobre a África Austral nas redes asiáticas do movimento antiapartheid global. Esta rede de agentes transnacionais apoiou a causa da descolonização em África e Ásia, particularmente para o fim do regime de apartheid na África do Sul, e por consequência a independência da Namíbia e o fim da interferência sul africana nas guerras civis de Angola e Moçambique. A partir de documentação primária (revistas, panfletos e relatórios) do Japan Anti-aparthied Committee (JAAC), um comitê de solidariedade japonês, observa-se como estes agentes civis estavam conectados ao movimento global pela descolonização através de uma rede de intelectuais, jornalistas e diplomatas que advogaram pela causa do Terceiro Mundo. O documento a ser analisado neste trabalho é o Report for Anti-apartheid Asia Oceania Workshop, um relatório sobre o evento homônimo realizado em agosto de 1988 em Tóquio, que reuniu movimentos antiapartheid da China (Taiwan e Hong Kong), Coréia do Sul, Malásia, Filipinas, Nova Zelândia, Austrália e Havaí, além de ter a presença do African National Congress (ANC), Pan Africanist Congress of Azania (PAC), South West Africa People’s Organization (SWAPO), World Council of Churches e da ONU, com os dois últimos sendo os apoiadores financeiros. O evento serviu para discutir a mobilização antiapartheid na Ásia e denunciar o status de “branco honorário”, que revela-se um fator-chave desta pesquisa. Estudos recentes (Makino, 2016; 2019; Pedrini, 2025) apontavam essa condição como uma exclusividade de japoneses envolvidos em negócios com a África do Sul. Contudo, o documento demonstra que empresários e diplomatas de Taiwan e Hong Kong – e possivelmente da Coreia do Sul – também recebiam esse status. A partir disso, a pesquisa sugere uma ampliação da análise proposta por Makino e Pedrini sobre a questão dos “brancos honorários” no Japão, buscando compreender o lugar de outros atores asiáticos nesse contexto. Asian Networks of Solidarity and the Global Anti-Apartheid Movement: An Analysis of the Anti-Apartheid Asia Oceania Workshop (1988) This research examines civil mobilization and the circulation of knowledge about Southern Africa within the Asian networks of the global anti-apartheid movement. This network of transnational agents supported the cause of decolonization in Africa and Asia, particularly the struggle for the end of the apartheid regime in South Africa and, consequently, for Namibian independence and the end of South African interference in the civil wars of Angola and Mozambique. Drawing on primary sources (magazines, pamphlets, and reports) produced by the Japan Anti-Apartheid Committee (JAAC), a Japanese solidarity committee, is possible to see that these civil agents were connected to the global decolonization movement through a network of intellectuals, journalists, and diplomats who advocated for the Third World cause. The document analyzed in this paper is the Report for Anti-Apartheid Asia Oceania Workshop, a report on the event of the same name held in Tokyo in August 1988. The workshop brought together anti-apartheid movements from China (Taiwan and Hong Kong), South Korea, Malaysia, the Philippines, New Zealand, Australia, and Hawaii, as well as representatives of the African National Congress (ANC), Pan Africanist Congress of Azania (PAC), South West Africa People’s Organization (SWAPO), the World Council of Churches, and the United Nations, the latter two serving as financial sponsors. The event aimed to discuss anti-apartheid mobilization in Asia and to denounce the status of “honorary white”, which has emerged as a key issue in this research. Recent studies (Makino, 2016; 2019; Pedrini, 2025) have identified this condition as a privilege granted exclusively to Japanese individuals engaged in business with South Africa. However, the document demonstrates that businessmen and diplomats from Taiwan and Hong Kong – and possibly South Korea – also received this status. Based on these findings, the research suggests an expansion of the analysis proposed by Makino and Pedrini regarding the issue of “honorary whites” in Japan, seeking to understand the place of other Asian actors within this context. |
| 28/10 | Marcelo Manoel da Silva | Psicologia, Sociedade e Saúde Global | KARL JASPER E A RELEVÂNCIA DO SEU PENSAMENO ÉTICO EM RELAÇÃO AOS DESAFIOS DO SER HUMANO HOJE Nossa hipótese é que ao abordar o fracasso como dimensão constitutiva da existência, Jaspers oferece uma alternativa ética ao paradigma do sucesso e da eficiência. A experiência do fracasso atravessa a condição humana em suas múltiplas dimensões — existencial, moral, social e espiritual. Em um mundo marcado pelo ideal de desempenho, sucesso e controle técnico da vida, o fracasso tende a ser interpretado como falha individual ou inadequação pessoal. Contudo, a filosofia existencial de Karl Jaspers propõe uma compreensão radicalmente distinta: o fracasso (Scheitern) não é um acidente da existência, mas uma experiência constitutiva do ser humano. Inserido no horizonte das situações-limite (Grenzsituationen), o fracasso manifesta-se quando o indivíduo se confronta com realidades intransponíveis como a morte, o acaso, a culpa, o sofrimento, o conflito e a inconfiabilidade do mundo. E o que fazermos diante desse fracasso absoluto, de cuja visão não podemos nos esquivar numa verdadeira presencialidade? Nessas situações, a razão instrumental e os sistemas objetivos revelam sua insuficiência, abrindo espaço para uma reflexão ética fundada não em normas universais, mas na decisão existencial. Argumentaremos que o ser humano ao enfrentar as situações extremas, nem sempre age de forma racional ou premeditada, mas tende a fazer o que é necessário para sua sobrevivência. Assim, as situações-limite sinalizam a transcendência ao forçar o ser a reconhecer sua própria limitação e, consequentemente, a buscar um sentido que ultrapassa o ser-aí. A pesquisa pretende contribuir para o aprofundamento da ética existencial, ainda pouco explorada em comparação com outras vertentes do existencialismo. Ao assumimos a hipótese de que, em Karl Jaspers, o fracasso não representa o colapso da ética, mas sua condição originária, esperamos concluir que ao confrontar-se, o indivíduo, com os limites intransponíveis da existência, o fracasso possibilita-o a vislumbrar o surgimento de uma ética fundada na autenticidade, na comunicação existencial e na abertura à transcendência, superando modelos normativos e racionalistas da moral. |
| 28/10 | Sérgio Santos Da silva | Psicologia, Sociedade e Saúde Global | Pensar a subjetividade no Sul Global: a expulsão do outro desde Byung-Chul Han O presente trabalho tematizará a constituição do sujeito nas sociedades contemporâneas. Tradicionalmente argumentou-se que sociedades periféricas, do Sul Global, vivenciariam com atraso problemas experienciados nas sociedades do capitalismo avançado. Postula-se que tal premissa de atraso no Sul Global é errônea e sem evidência empírica, pois identificam-se os mesmos processos e déficits na constituição da subjetividade, seja no Norte Global, seja no do Sul Global. Nossa pesquisa tem por problema explicitar a negatividade e positividade do igual. Defende o autor que na sociedade contemporânea, existe o processo de desaparecimento do outro. Não que o outro seja eliminado de forma violenta, mas porque está sendo submerso ou transformado em igual. O outro é a negatividade, e o igual a positividade. A falta de negatividade dá a ideia de que as pessoas não sabem mais lidar com a diferença e desejam sempre o igual, ficando cego para o outro. Sendo assim, será observado com especial ênfase nas dinâmicas naquilo que Han escreve no livro A expulsão do outro: sociedade, percepção e comunicação hoje. Assim, nosso objetivo é explicitar o conceito de ‘expulsão do outro’ para subsidiar a construção de um referencial analítico para a compreensão dos processos de patologias da subjetividade. No curso do desenvolvimento da pesquisa se explicitará (i) o conceito de ‘expulsão do outro’ em Han, e algumas de suas características como: (ii) ‘sociedade do consumo’ e (iii) ‘cansaço’. Espera-se, ao término, contribuir na explicitação das intricadas trilhas de constituição da subjetividade na contemporaneidade, em especial, através do aporte do autor e seu conceito de ‘expulsão do outro’, que postulamos ser de importância central, tanto no diagnóstico das patologias contemporâneas da subjetividade, quanto na possibilidade de abertura de contextos de elucidação destas patologias. |